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Escassez de candidatos novos e competitivos deve favorecer baixa renovação na bancada capixaba

A disputa por uma das dez cadeiras de deputado federal na bancada capixaba na Câmara no próximo ano sinaliza para uma baixa renovação. A reforma política e o campo despovoado pode facilitar a vida de quem defende o mandato de deputado federal ou daqueles que já ocuparam uma cadeira na Câmara, num passado recente, e pretendem voltar para Brasília.
 
Um levantamento publicado pelo jornal Folha de S. Paulo no início da semana mostra que, em geral, a renovação da Câmara, que gira em torno de 40%, é alta se comparada a de outros países. Nos Estado Unidos, por exemplo, atingiu 3% nas últimas eleições. 
 
No Brasil, as regras estabelecidas com a reforma política aprovada pelo Congresso devem frear as renovações esperadas pela população, diante da falta de paciência do eleitor com os atuais mandatários. O contraditório é que a decisão de escolher os representantes é do eleitor, que acaba sendo conservador na hora de votar, optando pelas “velhas caras”. 
 
Entre as regras novas aprovadas com a reforma, a que manteve o financiamento público de campanha, com a criação de um fundo de R$ 2 bilhões para as eleições de 2018, vai colocar nas mãos dos caciques dos partidos a escolha dos candidatos e do tempo de TV de cada um, beneficiando quem já têm mandato. Com o fim das coligações e a cláusula de desempenho, a concentração de recursos nos grandes partidos será cada vez maior.
 
Diferentemente da expectativa nacional, de pouca renovação na Câmara dos Deputados, após aprovação da reforma política que beneficia os grandes partidos e os deputados federais que já têm mandato, a bancada capixaba pode ter uma boa mexida nas cadeiras, se bem que renovação mesmo, ou seja, de candidatos de primeiro mandato, deve ser baixa. A perspectiva é que ex-deputados retornem a Brasília em 2018.
 
Dos dez deputados federais eleitos me 2010, cinco não disputaram a reeleição. Audifax Barcelos (Rede) foi eleito prefeito da Serra em 2012 e deixou o cargo para o suplente da coligação, Camilo Cola (PMDB), que não se reelegeu em 2014. Sueli Vidigal (PDT) não disputou a reeleição, assim como Lauriete (PR). César Colnago (PSDB) foi candidato a vice-governador, na chapa de Paulo Hartung (PMDB), e Rose de Freitas (PMDB) conquistou uma cadeira no Senado.
 
Dos cinco deputados eleitos em 2010 – Camilo Cola era suplente – quatro conseguiram a reeleição em 2014: Lelo Coimbra (PMDB), Paulo Foletto (PSB), Jorge Silva (PHS) e Carlos Manato (SD). Apenas Iriny Lopes (PT) ficou pelo caminho.
 
Naquele ano, apenas dois ex-deputados federais retornaram à bancada: Marcus Vicente (PP) e Sérgio Vidigal (PDT). As novidades ficaram por conta de Helder Salomão, Givaldo vieira (ambos do PT), Max Filho (PSDB) e Evair de Melo (PV) – todos estreantes na Câmara.
 
Para o próximo ano, alguns nomes são cotados para tentar retornar à bancada. Caso de Colnago, que já manifestou desejo de disputar a Câmara; o ex-prefeito de Vitória, João Coser (PT); a ex-deputada federal Lauriete; o ex-prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR); o secretário-chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior (PSD). Também se fala em possíveis “trocas nos casais”, com Sérgio Vidigal elegendo Sueli à Câmara e disputando uma vaga na Assembleia, e de Norma Ayub (DEM) trocando “cedendo” a cadeira para o marido Theodorico Ferraço (DEM).
 
Entre os nomes que buscam o primeiro mandato, com chances de eleição, a lista é pequena. O secretário de Agricultura do Estado, Octaciano Neto, agora devidamente filiado ao PSDB, é apontado como um dos nomes mais competitivos para conquistar uma cadeira na Câmara. 
 
Outro que tem se movimentado muito para conquistar um lugar na Câmara dos Deputados é o deputado estadual Josias da Vitória (PDT), que deve migrar em breve para a Rede e se tornar a aposta do partido para garantir um representante em Brasília. Além de Lauriete, que já não é estreante, o PR também trabalha com a possiblidade de lançar o deputado Gilsinho Lopes à disputa de federal.
 
Longe dos holofotes, mas com uma movimentação intensa no Estado, está o secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado Rodney Miranda (DEM), que pode ter de disputar uma cadeira com o titular da sua antiga secretaria, a de Segurança Pública. Ele pode ter de encarar André Garcia, que também tem investido na imagem, visando a disputa de 2018.
 
Outro nome esperado para a disputa à Câmara dos Deputados é o do Secretário de Gestão, Planejamento e Comunicação da Prefeitura de Vitória, Fabrício Gandini, que deve ser a aposta do PPS.

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