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Especialista diz que PM cometeu erros, mas que greve está na conta do governo

Em meio a tantas informações que rolam sobre a crise na segurança pública no Espírito Santo, a entrevista da antropóloga Jacqueline Muniz à BBC Brasil merece ser lida com muita atenção, pela propriedade com que a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e conselheira do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisa a questão.
 
Segundo a antropóloga, que deu aulas no curso de especialização da PM do Espírito Santo e também já foi diretora da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio, houve erros tanto dos policiais como do governo. “O governo não pode se colocar como refém, como vítima da polícia. É preciso lembrar que o comandante em chefe das polícias estaduais, de acordo com a Constituição brasileira, é o governador do Estado, não é o comandante-geral da PM e nem o chefe da Polícia Civil”, disse à BBC.
 
Na entrevista, Muniz faz críticas às medidas adotados pelo governo do Estado na condução da crise. A professora faz vários questionamentos. “Então primeira pergunta a se fazer é: cadê o plano de contingência? Mesmo que o governador Paulo Hartung estivesse operado, há um governador em exercício! Faz-se plano de contingência quando o papa vem visitar, quando Roberto Carlos vai cantar em Cachoeiro de Itapemirim e uma greve te pega de surpresa? Uma Secretaria de Segurança não sabe planejar uma emergência? Então o que é mesmo que ela faz? Essas coisas não acontecem de um dia para o outro. Se o governador está sabendo que servidores de segurança pública ameaçam entrar em greve, a primeira coisa a fazer – até para viabilizar uma negociação justa sem tornar a população refém – é um plano de emergência que articule os poderes do Estado, mobilizando os recursos locais e os da União”, sugere a antropóloga. 
 
 

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