A guerra de dados entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB) ganhou mais um capítulo com a divulgação esta semana na revista Veja do ranking da competitividade dos estados brasileiros.
Na listagem, o Espírito Santo aparece em 7º lugar no ranking geral e em 1º lugar no Pilar Sustentabilidade Fiscal. Em comparação com a média nacional o Estado apareceu bem em praticamente todo os pilares avaliados pelo estudo. A nota geral do Espírito Santo foi de 67, enquanto a do País recebeu média 37.
O estudo foi produzido pelo Centro de Lideranças Públicas (CLP) em parceria com a consultoria Tendências e com a Economist Intelligence Unit (EIU), unidade de pesquisas e análises da revista The Economist.
“Esta é mais uma prova irrefutável da qualidade da nossa gestão fiscal e da excelente herança que deixamos para o governo atual”, disse o ex-governador nas redes sociais sobre o posicionamento do Estado.
Além do 1º lugar no pilar Eficiência da Máquina Pública, o Estado também aparece no topo da lista no indicador de Transparência e o 3º em Custo do Executivo. O Estado ocupa a primeira colocação no ranking também em Distribuição de água e Tratamento de esgoto.
Na guerra de números que vem sendo travada entre a atual gestão e a do socialista, os dados dão vantagem ao ex-governador, já que se referem ao ano de 2014, quando o Palácio Anchieta estava sob seu comando. Hartung vem acusando Casagrande de ter deixado o Estado desorganizado e com os cofres vazios e que nos quatro anos do socialista, o Estado teria “saído do rumo”.
“Mais uma vez uma organização independente atesta que o Espírito Santo é o Estado com maior solidez fiscal do Brasil e o mais bem preparado para enfrentar a atual crise, trazendo à tona a verdade sobre a situação que deixamos o Estado e desmascarando a farsa que o governo atual tenta montar”, disse o ex-governador nas redes sociais.
A análise leva em consideração 64 indicadores, em dez pilares e o Estado obteve notas boas em quase todas: infraestrutura (53), sustentabilidade social (75), segurança pública (72), educação (77), solidez fiscal (100), eficiência da máquina pública (100), capital humano (50), sustentabilidade ambiental (59), potencial de mercado (63) e inovação (14).

