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Espírito Santo segue na contramão da educação no País

Até o fim de julho deste ano, o governo federal pretende aplicar a primeira avaliação específica para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O anúncio da medida foi feito pelo ministro da Educação, Aloízio Mercadante, nessa quarta-feira (23), no lançamento do censo escolar 2015. No Estado, a medida fica prejudicada por causa da política educacional adotada pelo governo do Estado. 
 
Com a justificativa de equilibrar as contas do Estado, o governador adotou uma série de cortes de recursos que atingiu vários setores prioritários, incluindo a educação, bandeira de campanha do governador Paulo Hartung. Um dos principais alvos desses cortes foram as turmas do ensino noturno e, principalmente, as salas do EJA. 
 
Para o corte, o governo alegou falta de demanda e que todas as vagas estavam ocupadas. Não é o que diz a comunidade escolar, que entrou com representação no Ministério Público contra o fechamento de turmas do EJA. Em algumas escolas haveria listas de espera para os cursos do EJA, que foram ignoradas pela Secretaria de Educação. 
 
Passados quase três meses do início do ano letivo, a situação segue indefinida. A Justiça, com base na ação do Ministério Público, determinou a reabertura das turmas fechadas pelo governo, mas nem todas as escolas cumpriram a determinação, obedecendo às medidas de contenção de gastos impostas pela Sedu. 
 
Estudantes e professores chegaram a denunciar em audiência pública na Assembleia, que em algumas unidades os diretores foram orientados a dizer que não havia vagas e depois reportar à Sedu a falta de procura por parte dos estudantes. 
 
Neste sentido, o Estado terá dificuldade em conseguir um bom desempenho em mais uma avaliação do MEC, o que pode piorar as notas do Espírito Santo nesse quesito. O Ministério da Educação criou uma prova específica para o EJA, já que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem um objetivo voltado para o ingresso no curso superior, o que nem sempre é a meta do aluno do EJA, que tem uma dinâmica de ensino diferente. 
 
No Espírito Santo, a comunidade escolar vem denunciando o foco do governo do Estado em um projeto de marketing eleitoral, com investimentos restritos ao proograma Escola Viva, como uma solução para os problemas da educação, enquanto isso a estrutura na rede, a qualidade no ensino e a valorização do magistério têm ficado em segundo plano.

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