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Estudo desconstrói discurso de Hartung sobre ‘herança maldita’

Um estudo publicado no jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (28) põe em xeque as afirmações que o governador Paulo Hartung (PMDB) e sua equipe vêm repetindo sobre o caos herdado nas finanças. O discurso de Hartung bate na tecla que o antecessor Renato Casagrande (PSB) “quebrou” o Estado. Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados do Ministério da Fazenda, mostra um cenário bem diferente.
 
O Estudo aponta que entre 2012 e 2014, o Estado apresentou uma situação fiscal boa e um risco de crédito de baixo a médio. Nenhum dos Estados brasileiros apresentou situação muito forte. A maior nora foi do Pará, que alcançou classificação B+. A avaliação do Espírito Santo é B, uma das melhores do País. Esse estudo avalia a capacidade dos estados em contrair novos empréstimos, com o aval do governo federal. 
 
A nota se baseia em um índice que considera diversos dados fiscais dos estados, como comprometimento da receita corrente líquida com a dívida; gastos com pessoal; participação dos investimentos na despesa total; receitas tributárias em relação às receitas de custeio e déficit previdenciário.
 
Bem antes de entrar na disputa eleitoral de 2014, os aliados do governador Paulo Hartung, Ana Paula Vescovi e Haroldo Rocha, hoje, secretários de Fazenda e Educação, respectivamente, divulgaram estudo criando um cenário de caos para as finanças do Estado sob a gestão de Casagrande.
 
Esse estudo serviu de base para a estratégia eleitoral do então candidato ao governo Paulo Hartung. Uma vez encerrada a eleição, o governador manteve o discurso do caos para mostrar que, embora tenha herdado o Estado “quebrado”, conseguiu superar as dificuldades e recolocar o Espírito Santo no caminho do desenvolvimento. Hartung enviou uma nova peça orçamentária para a Assembleia no início de 2015, apresentando cortes em todas as áreas do governo. Ele alegava que a nova peça corrigia o orçamento “fictício” do antecessor. 

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