Apesar de o PSDB ter se apresentado como o grande bicho-papão desse período de migrações das lideranças políticas do Estado, o partido não deve abocanhar tantas lideranças como se esperava. Alguns nomes preferiram não entrar no ninho tucano, outros foram barrados mesmo.
O deputado federal Evair de Melo, até a semana passada, estava com um pé no PSDB. Ele vinha conversando com a lideranças do partido e até apareceu no vídeo publicado pelo senador tucano Ricardo Ferraço na ocasião de sua filiação, o que para os meios políticos foi visto como um sinal de que o deputado muito próximo de entrar para o ninho.
Mas os planos parecem ter mudado. Evair estaria conversando com o PSD e a mudança de rumo teria relação com as movimentações para a disputa de 2018. O deputado estará disputando a reeleição e a disputa no ninho tucano poderia não ser interessante para Evair, que teria de enfrentar um campo congestionado.
O deputado federal Max Filho pode disputar também a reeleição para a Câmara, assim como o vice-governador César Colnago. O deputado estadual Sérgio Majeski também aumentou seu capital, credenciando-se para a disputa. Neste sentido, o espaço para Evair poderia ficar apertado.
O deputado estadual Edson Magalhaes teve uma movimentação diferente. Ele tentou entrar no partido, mas não foi aceito porque o pré-candidato do partido a prefeito de Guarapari, Carlos Von, tem a presidência da municipal e não quer o ex-prefeito no partido.
A dúvida que resta é em relação ao deputado Gildevan Fernandes (PV). O líder do governo na Assembleia já se considera dentro do partido, mas grande parte da Executiva não aceita a entrada do deputado na base do atropelo, porque entende que isso significaria perder o deputado Majeski. A alegação dos resistentes à filiação de Gildevan é de que seria trocar um deputado com um capital de cerca de 30 mil votos, estimados para Majeski, por um que tem pouco mais de 10 mil em Pinheiros.

