Delegado Pazolini programou reunião presencial com pastores e líderes em Vitória
Apesar de não ter alcançado o mesmo sucesso de 2018 nas eleições municipais deste ano, o voto evangélico ainda pesa no cenário eleitoral. Nesse segundo turno das eleições municipais, o eleitor ligado a igrejas se transforma em objeto de desejo de João Coser (PT) e do Delegado Pazolini (Republicanos) na corrida à prefeitura de Vitória, pois esse púbico poderá definir o resultado da votação, no próximo dia 29.
O ex-prefeito João Coser manteve contato com lideranças evangélicas esta quarta-feira (18) e sinalizou positivo, segundo pastores, a projetos defendidos pelas igrejas, que vão de horário de funcionamento das reuniões a questões relacionadas à família. As conversas terão prosseguimento, havendo estimativas de que será fechado um acordo ainda nesta semana.
Já o Delegado Pazolini programou para a noite desta quarta, uma reunião presencial com pastores e líderes evangélicos, com início às 18h30m, no cerimonial Na Vida, localizado na Enseada do Suá. Muitos pastores não aderiram ao convite, para fugir de aglomeração, e comentaram sobre outro evento, do então candidato Fabrício Gandini (Cidadania), realizado no clube Álvares Cabral, que resultou em elevado número de contaminação pela Covid-19.
Nessa terça-feira (17), a vice na chapa de Pazolini, Capitã Estéfane (Republicanos), que é evangélica, conversou com o presidente da Convenção das Assembleias de Deus (Cadeeso), pastor Arnaldo Candeias, que reúne centenas de igrejas, em busca de apoio para a campanha de Pazolini. No encontro, coordenado pelo ex-deputado federal Jurandy Loureiro, também pastor, o apoio foi fechado, mas sem qualquer formalização institucional.
Os meios políticos identificam uma divisão do público evangélico, embora o Delegado Pazolini seja de um partido que é o braço político do megaempresário Edir Macedo. Dono de uma rede de igrejas, ele se movimenta para eleger seus candidatos em todos os níveis da administração pública e dá sustentação ao presidente Jair Bolsonaro.
A neutralidade anunciada por Mazinho dos Anjos (PSD), derrotado na disputa em Vitória, e a previsão de que Gandini (Cidadania), que alcançou a terceira colocação no primeiro turno, adote o mesmo procedimento, deve aprofundar ainda mais essa divisão.
Segundo alguns pastores, que preferem manter os nomes em sigilo, o público evangélico constatou que títulos pastorais e patentes militares não valem tanto como pareciam. Na votação de 15 de novembro, houve derrota de muitos candidatos que se apresentaram como “pastor”, pastora”, “missionária”, “apóstolo”, ou com vices com patetes militares.

