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Eventual afastamento de Dilma mexe no processo eleitoral de 2016

A insegurança política causada pela deflagração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff nessa quarta-feira (2) terá desdobramentos no cenário político e mexe com o processo eleitoral de 2016, em todo o País. No Espírito Santo, o processo também será afetado. Muda a dinâmica se houver afastamento da presidente por 180 dias, caso o processo de impeachment avance. 
 
A principal dúvida do mercado político capixaba é sobre o posicionamento do governador Paulo Hartung diante de um novo cenário. Antes da formalização do processo de impeachment, Hartung vinha se posicionando contrário ao afastamento da presidente Dilma. Mas, agora, que a possibilidade de impeachment é concreta, não sabe qual será o posicionamento de Hartung. Será que o discurso se mantêm no novo cenário?
 
Em caso de afastamento, o PMDB passa a ter a presidência com Michel Temer, mas grupo de Hartung não é tão fiel ao comando do vice-presidente, tanto que o governador disputou a eleição no palanque de Aécio Neves (PSDB). Neste sentido, o fato de o partido ganhar o espaço privilegiado nacionalmente não se converte necessariamente em um grande espaço no Espírito Santo, até porque o PMDB é um partido muito fragmentado. 

Essa movimentação deve afetar também o PSB, que tem ainda um capital de prefeituras – 14 cidades – e vai para a disputa do próximo ano buscando manter esse número ou ampliar. Além disso, o partido tem um nome em condições de enfrentar Paulo Hartung em 2018, o ex-governador Renato Casagrande. O partido em nível nacional se posicionou com cautela no caso do impeachment, mas também deve ser afetado pelo processo, pois deve se posicionar. Como Casagrande faz parte da cúpula socialista sua opinião também acompanha a decisão da nacional. 

 
O Estado sempre teve uma pré-indisposição com o PT, que pode se agravar com a mudança no comando. Neste sentido, os candidatos do partido que já estão receosos de enfrentar o eleitor com a crise nacional, podem encontrar um cenário ainda mais árido para a disputa eleitoral de 2016. 
 
O partido tem cinco prefeituras hoje, mas o desempenho pode ser pior, já que os prefeitos de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione, e Colatina, Leonardo Deptulski, estão no segundo mandato e não devem fazer sucessor. Helder Salomão, que seria a principal chance do partido em Cariacica, não quer disputar a eleição. Givaldo Vieira precisa aumentar a musculatura na Serra para entrar no páreo duríssimo polarizado pelo prefeito Audifax Barcelos (Rede) e Sérgio Vidigal (PDT).
 
Se o PT está em situação apertada, quem tem de lidar com o perigoso clima de “já ganhou” o o PSDB. O partido se coloca como o herdeiro natural do poder em nível nacional. Mas para se apoderar do espólio precisa antes provar nas urnas, nas “prévias de 2016, que o PSDB é a bola da vez. Por isso tanto empenho dos tucanos em vencer nas capitais e nas cidades com mais de 200 mil habitantes.
 
Hoje o PSDB tem nove prefeituras no Estado, mas vem fazendo encontros de mobilização de norte a sul do Espírito Santo para tentar atrair mais apoios. O objetivo é ter candidaturas no maior número de municípios possível, pensando em uma base para o palanque de Aécio Neves em 2018.

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