Quinta, 27 Janeiro 2022

Ex-emedebistas formam bloco conservador para disputar em 2022

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Arquivo Pessoal

Mais uma corrente conservadora, formada por ex-integrantes do MDB no Espírito Santo, que deixaram o partido por conta da crise interna entre os ex-deputados federais Lelo Coimbra e Marcelino Fraga, articula candidaturas às eleições de 2022. A movimentação pode ser uma das bases de apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar da negativa do empresário Idalécio Carone Filho, pré-candidato ao Senado pela legenda Brasil 35, uma das lideranças do grupo.

Ele cita o ex-deputado federal Marcelino Fraga, que concorrerá a uma vaga na Assembleia Legislativa, e o advogado Sebastião Pelaes, ambos ex-membros do MDB. Fraga foi expulso do partido em meio à crise com Lelo, que depois perdeu o controle do partido para a senadora Rose de Freitas, atual presidente da Executiva no Estado. Já Pelaes era advogado do partido.

O grupo busca apoio de correntes bolsonaristas e, na semana passada, Carone esteve com o presidente do PTB no Estado, o também empresário Bruno Lourenço. Uma das lideranças desse partido é o Tenente Assis, pré-candidato a deputado federal, que pretende ter como filiado à sigla o ex-deputado federal Carlos Manato, pré-candidato ao governo na linha bolsonarista, ainda sem partido para concorrer em 2022.

O empresário desconversa sobre detalhes em torno de apoios políticos e diz que essa questão somente será definida em março. Ele cita a formação das federações partidárias, mas enfatiza que está preparado para "enfrentar" os que se apresentam como candidatos, destacando o ex-senador Magno Malta, presidente do PL no Espírito Santo.

"Enfrento Magno Malta tanto respeitosamente quanto desrespeitosamente, ele sabe o que tem para trás", diz, evitando entrar em detalhes, pois "não é o momento correto", enfatiza. Ambos mantiveram uma relação de amizade, segundo pessoas próximas.

Idalécio Carone acrescenta que já coloca seu nome como pré-candidato em visitas que vem realizando aos municípios. "Sou ligado a amigos do presidente, organizei o evento em Vitória quando ele pretendia criar o Aliança Brasil; gosto dele, mas não gosto do seu ministro da Economia, o Guedes [Paulo]", disse Carone.

O empresário destaca que o bloco, de perfil conservador, ainda está na fase de formação, embora já tenha nomes definidos para a disputa.

A pré-candidatura ao Senado de Idalécio Carone Filho teve aprovação da Executiva Nacional em agosto deste ano, quando a sigla se chamava Partido da Mulher Brasileira (PMB), agora Brasil 35. O partido foi formado por bolsonaristas, na movimentação para atrair o presidente, então sem partido, que, nesta semana, se filiou ao PL, comandado no Estado por Magno, agora oponente de Carone.

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