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Ex-membros da cúpula da Segurança e Justiça vão disputar eleições este ano

Romualdo Gianordoli, Rafael Pacheco e Douglas Caus estão entre os novatos da lista

Redes Socias/Ales

As disputas políticas em torno da pauta da Segurança Pública se acentuaram no Espírito Santo nos últimos meses. De um lado, o Governo do Estado celebra redução nos índices de violência. De outro, surgem denúncias graves de corrupção policial. Nesse cenário, pelo menos três ex-membros da gestão estadual que atuaram nas áreas de Segurança e Justiça se colocam como pré-candidatos para as eleições de 2026: Romualdo Gianordoli (Republicanos), Rafael Pacheco (PSB) e Douglas Caus (Podemos).

No caso de Romualdo, que é delegado da Polícia Civil, trata-se de uma figura rompida com o Governo do Estado. Ele foi exonerado no fim do ano passado do cargo de subsecretário de Inteligência na Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), o que gerou surpresa, tendo em vista que era colocado como o “delegado que prendeu o Marujo” – em referência ao traficante Fernando Moraes Pereira Pimenta, um dos mais procurados do Estado, pego no âmbito da Operação Baest.

Romualdo “caiu atirando”, fazendo acusações de conluio entre a gestão do então governador Renato Casagrande (PSB) estadual e o crime organizado. Também participou de um evento com o Movimento Brasil Livre (MBL) no fim do ano passado, e acabou se filiando ao partido do pré-candidato a governador de oposição Lorenzo Pazolini (Republicanos). No mês passado, o secretário estadual de Segurança Pública, Leonardo Damasceno, e o ex-delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) José Darcy Santos Arruda, foram a público dizer que Gianordoli é alvo de investigação na Ouvidoria da PCES, acusado de reter consigo informações sigilosas da polícia.

Rafael Pacheco, por sua vez, era secretário estadual de Justiça, tendo sido exonerado para concorrer nas eleições deste ano. Policial federal próximo da aposentadoria, ganhou destaque na gestão por chefiar ações de inteligência relacionados ao sistema prisional capixaba. Ele foi convidado pelo próprio Casagrande a se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), que ganha um representante ligado às áreas de segurança e justiça como pré-candidato.

Já o coronel Douglas Caus deixou o cargo de comandante-geral da Polícia Militar do Estado (PMES) para se candidatar. Ficou conhecido nos últimos anos por falas truculentas, dizendo que a polícia levaria os “bandidos” que atuam em territórios periféricos “presos ou no saco preto” e ameaçando “largar o aço” em criminosos que atirassem contra os militares.

Em outubro do ano passado, Douglas Caus se envolveu em uma polêmica com a Assembleia Legislativa. Ele chegou a divulgar um vídeo nas redes sociais em que chamava o deputado estadual Coronel Welinton (DC) de mentiroso. Na ocasião, Welinton afirmou que Caus foi chamado a contribuir em um projeto relacionado a reajustes salariais dos policiais, mas teria alegado “outras prioridades”. Discursos de parlamentares também apontaram para uso do cargo com fins eleitorais, projeto que chegou a ser negado por Caus por mais de uma vez.

Dos três, apenas Rafael Pacheco é cotado como pré-candidato a deputado federal. Os demais deverão tentar cadeiras na Assembleia. Todos serão estreantes em disputas eleitorais.

Mais candidatos

Na Assembleia Legislativa, há três deputados vinculados à pauta da Segurança Pública: Coronel Welinton, militar reformado das Forças Armadas; Capitão Assumção (PL), que está na reserva da Polícia Militar; e Danilo Bahiense (PL), que fez carreira como delegado da Polícia Civil (PCES).

Entre os deputados federais, os principais nomes ligados a essa área são Gilvan da Federal (PL), que, como diz o seu nome eleitoral, é policial federal licenciado; e Da Vitória (PP), que está na reserva da Polícia Militar. No caso de Gilvan, ele ainda não conseguiu reverter sua inelegibilidade devido a condenações judiciais.

Outro nome de projeção ligado à pauta da Segurança Pública que vai se candidatar este ano é o coronel da Polícia Militar Alexandre Ramalho (Republicanos). Ele acabou de deixar o cargo de secretário municipal de Meio Ambiente de Vitória, se colocando como pré-candidato a deputado federal. Em 2022, recebeu boa votação para esse mesmo cargo. Em 2024, foi candidato a prefeito de Vila Velha e ficou em segundo lugar, mas bem atrás do vencedor, Arnaldinho Borgo (PSDB), que chegou a quase 80% dos votos. Antes disso, foi secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social na gestão de Casagrande, de quem virou opositor.

Já o coronel da Polícia Militar Alexandre Quintino (MDB) vai tentar retornar para Assembleia Legislativa. Ele ganhou projeção durante a greve da PM no Estado, em 2017, e se elegeu para o primeiro mandato em 2018. Em 2022, perdeu a reeleição, e atualmente ocupa cargo na Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb).

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