O ex-prefeito interino e ex-presidente da Câmara de Vereadores, Anderson Pedroni (PSD), está se movimentado para disputar as eleições municipais deste ano. No mês passado, ele conseguiu anular o acórdão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que deu base para as rejeições de suas contas no ano de 2011. Mas apesar de conseguir essa vitória na Justiça, o ex-vereador enfrenta uma série de processos, entre ações penais e de improbidade por suspeitas de irregularidades no período de interinidade.
A mais recente investida do Ministério Público Estadual (MPES) aconteceu nessa sexta-feira (10), com o ajuizamento de uma denúncia de improbidade contra Pedroni e o ex-prefeito cassado, Marcos Moraes. Ele também figura em outras duas ações civis pública por atos de improbidade administrativa, além de uma ação penal. Neste último caso, a denúncia do MPES relacionada à suspeita de fraudes na licitação para realização de eventos acabou sendo recebida no início de maio.
O mesmo caso também rendeu uma ação de improbidade contra Pedroni, o ex-secretário de Esportes, Luiz Carlos Palauro, bem como o empresário João Villas Boas Filho, representante da firma contratada. A ação sustenta que o ex-prefeito e o ex-secretário foram responsáveis pela contratação sem licitação da empresa para realização do “Circuito Esportivo de Verão 2012”. A promotoria garante ainda que o empresário sabia do esquema fraudulento “armado”, sendo também beneficiário dos atos ilegais, que custaram mais de R$ 49 mil aos cofres do município.
Para reverter as irregularidades detectadas pelo TCE em sua prestação de contas, a defesa alega que não foi intimada para participar do julgamento. A tese não convenceu o juiz de 1º grau, mas a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça acolheu o recurso, liberando a eventual participação do ex-prefeito interino nas eleições. Também figurava na mesma ação o ex-prefeito Marcos Moraes, que teve a condenação mantida pelos desembargadores.
Pedroni alega que sequer completou um quadrimestre à frente do Executivo no ano de 2011. Ele assumiu o cargo em setembro, após a cassação do prefeito, acusado de corrupção.

