Em 2012, com o governo do Estado nas mãos de Renato Casagrande, o PSB teve seu melhor retrospecto eleitoral no Estado. Aumentou de 13 para 22 prefeituras – com a confirmação posterior em Pedro Canário de Luiz Fiorotti –, comandadas pelo partido.
Com as 22 prefeituras conquistadas, o PSB chegou a governar cerca de um milhão de pessoas no Estado, quase um terço da população capixaba, incluindo o município mais populoso, a Serra. Mesmo com o volume grande de comandados, a densidade política das conquistas do partido não foram tão expressivas.
De peso mesmo no jogo do Estado, apenas a Serra e São Mateus representavam real musculatura política. Das 22 prefeituras mais da metade tem menos de 20 mil habitantes, cidades pequenas, com problemas financeiros graves, o que traz mais desgaste do que capital político para o partido.
Em 2016, Audifax Barcelos (Serra) vai disputar a reeleição pela Rede e Amadeu Boroto (São Mateus) está no final do segundo mandato, não tendo preparado um sucessor socialista em condições de manter a prefeitura para comandar a cidade. A situação do partido para o próximo ano é difícil.
A chance real do partido se restringe à prefeitura de Colatina, na região noroeste do Estado, com o deputado federal Paulo Foletto. O parlamentar é tido como favorito na disputa pela sucessão de Leonardo Deptulski (PT). A favor de Foletto há o desgaste do atual prefeito, que afeta também o principal adversário de Foletto, o ex-prefeito Guerino Balestrassi (PSDB), que ajudou a eleger Deptulski.
Foletto não entrou na disputa passada, em 2012, quando era também favorito, e estava relutante em concorre à prefeitura em 2016. Mas a impressão em Colatina é de que sua candidatura é cada vez mais iminente.
Quanto aos demais municípios do interior, a crise econômica e o fortalecimento dos adversários dos atuais gestores devem contribuir bastante para que o PSB perca o número de prefeitos a partir de 2017.