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Exposição de Sandro Locutor como ‘turista’ da Assembleia tem o dedo do Palácio Anchieta

O deputado estadual Sandro Locutor (Pros) se disse tranquilo sobre o levantamento mostrado nesta terça-feira (31) em reportagem de A Gazeta sobre suas viagens de representação pela União Nacional de Legisladores e Legislativos (Unale), entidade à qual preside. 
 
O parlamentar afirmou que já está sendo finalizado um relatório de gestão com mais de 130 páginas que mostram a importância de sua atuação em nível nacional pela Unale. Segundo o jornal, o deputado viajou 25 vezes pela entidade desde 2012. As passagens aéreas, porém, são pagas pela entidade e as diárias são pagas pela Assembleia com a verba de gabinete do deputado. Em 2015 foram gastos R$ 31 mil pelo Legislativo.
 
Questionado se a reportagem não seria uma retaliação do governador Paulo Hartung, devido ao fato de Locutor ser o autor dos pedidos de informações das viagens da então primeira-dama, Cristina Gomes, que foi dezenas de vezes para o Rio de Janeiro e São Paulo com dinheiro público, o deputado disse que prefere não acreditar em revanchismo, mas para os meios políticos a suspeição levantada com a atuação do deputado em 2014, durante a disputa eleitoral entre Hartung e Renato Casagrande (PSB), explicaria a perseguição ao parlamentar. O número de viagens da mulher de Paulo Hartung virou a polêmica e o governador justificou as viagens com o projeto do Cais das Artes, na Enseada do Suá. Mas essa justificativa não teria convencido nem mesmo o Ministério Público. 
 
Sandro Locutor explica que a situação dele não se compara à da primeira-dama. O deputado afirmou que suas participações nos eventos da Unale são institucionais, de representação, e que se convertem em resultados, como a participação da entidade na negociação da dívida dos estados e no aumento das prerrogativas dos parlamentares. “Não estou passeando”, disse. 
 
Quanto às viagens da primeira-dama, ele afirma que não houve justificativas plausíveis por parte do casal. “Tanto que o Ministério Público recorreu da decisão. Não fui eu quem recorreu, foi o Ministério Público”, esclareceu.
 
Não bastasse o e episódio das viagens de Cristina, Locutor, mais recentemente, inaugurou uma prática não usual na Assembleia, que vem irritando o governador. Diante da recusa dos secretários de Estado em responder dentro do prazo os pedidos de informação dos parlamentares, ele denunciou o secretario de Agricultura, Octaciano Neto no Ministério Público Estadual por crime de responsabilidade. Ele também acionou o secretário de obras, Paulo Ruy Carnelli pelo mesmo motivo. 
 
Essa ação incentivou o deputado Sérgio Majeski (PSDB) a denunciar seis secretários pelo mesmo motivo. Locutor também vem solicitando repetidamente à Mesa que os relatórios de movimentações financeiras do Estado sejam enviadas ao seu gabinete para análise. 

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