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Favoritismo de Dilma facilita neutralidade de Casagrande

Com 43% das intenções de votos, a presidente Dilma Rousseff se mantém na liderança da disputa presidencial. É o que apontou a pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) realizada em fevereiro mostra Dilma com 43,7% das intenções de voto; o senador tucano Aécio Neves com 17% e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) com 9,9% . No levantamento anterior da CNT, de novembro de 2013, Dilma tinha 43,5%; Aécio 19,3% e Campos 9,5%.
 
A vantagem de Dilma influi no cenário capixaba. O favoritismo da presidente deve reforçar a proposta do governador Renato Casagrande em se manter neutro na disputa presidencial, já que o candidato socialista hoje segura a lanterna. Por outro lado, deve aumentar a pressão da cúpula socialista para que o governador declare apoio ao presidenciável do partido a Campos. 
 
A pesquisa analisou também um cenário em que a ex-senadora Marina Silva (Rede/PSB) disputa a eleição no lugar de Campos. Mesmo com disputa mais acirrada, a presidente ainda conquistaria a vitória no primeiro turno contra Marina. 
 
 A ex-senadora tira votos tanto de Dilma quanto de Aécio, chegando a 20,6%, mas a presidente mantém a vantagem com 40,6%. Marina teve um bom desempenho no Estado em 2010, mas como Eduardo Campos se apresenta como novidade, pode ser que tenha um desempenho melhor. No Espírito Santo, todo esse cenário pode influir na movimentação do PT capixaba. 
 
A cúpula petista vai acompanhar de perto as articulações no Estado, já que o governador é socialista. O partido tenta uma aliança com o PMDB, mas exige a candidatura do ex-governador Paulo Hartung, que, por sua vez, tenta adiar a decisão sobre o pleito. O secretário-geral do PT, Geraldo Magela, é o responsável por “cuidar” das movimentações petistas  no Estado. Por enquanto, o partido caminha para manter a composição com o palanque de Renato Casagrande. 
 
A garantia do governador em manter a neutralidade e o espaço prometido para que o PT dispute o Senado no palanque permite que o partido construa a candidatura presidencial no Estado, mesmo sem que o governador peça votos para Dilma. Já na cúpula socialista, a identidade de Casagrande com o partido e, consequentemente, com o candidato a presidente, pode ajudar na difícil tarefa de tornar Campos conhecido para além do Nordeste. 
 
A pesquisa CNT/MDA ouviu 2 mil pessoas de 9 a 14 de fevereiro. O registro no TSE é 0012/2014.

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