Sexta, 24 Setembro 2021

'Fora Bolsonaro' não sai às ruas neste domingo e anuncia novo ato para 2 de outubro

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Leonardo Sá

Partidos de esquerda que integram a campanha "Fora Bolsonaro" realizarão novos protestos no dia 2 de outubro, anunciou a Central de Movimentos Populares (CMP), sediada em São Paulo, confirmado em Vitória por dirigentes partidários, militantes e representantes de centrais sindicais. "Não acreditamos no Bolsonaro, ele é um mentiroso contumaz, bate e recua. É o modus operandi dele. Seguiremos nas ruas até derrubá-lo", afirma Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP, apoiado pelo escritor e ativista Perly Cipriano (PT), do movimento Geração 68 e um dos coordenadores do movimento no Espírito Santo.

A campanha "Fora Bolsonaro" não participará do ato deste domingo (12), organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que em 2016 formou na linha de frente da ação que depôs a então presidente Dilma Rousseff. O grupo alinhou-se ao então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), e Aécio Neves, candidato derrotado à Presidência da República pelo PSDB, entre outros defensores da política neoliberal – que entrega as riquezas do País e promove as privatizações - implantada na gestão de Michel Temer, que tomou o lugar de Dilma. Essa política é mantida no governo Bolsonaro.

"Todo movimento contra Bolsonaro é válido, mas não iremos participar porque eles não apresentam bandeiras sinalizando mudança na política econômica e nem apresentam um projeto para o Brasil", argumenta Perly, destacando que o movimento reúne campos da direita que visam identificar a chamada terceira via para as eleições de 2022. 

"O que interessa neste momento é a população estar reunida no 'Fora Bolsonaro' fazendo pressão pelo fim deste governo genocida e criminoso, responsável pelo desemprego, fome, inflação miséria e a morte de quase 600 mil pessoas", diz Perly, lembrando que a maioria dos partidos e movimentos de oposição ao governo fez circular notas esclarecendo sobre a não participação das manifestações domingo.

Nota do Psol afirma: "Não pouparemos esforços para conquistar a unidade com quem partilha deste objetivo. No entanto, a Executiva Nacional informa que o partido não é organizador, não convoca e nem participará da manifestação do dia 12 de setembro. Nosso partido faz parte da campanha nacional pelo Fora Bolsonaro" e destaca que o partido "vem atuando para construir a mais ampla unidade para derrotar Bolsonaro, a exemplo do amplo pedido de impeachment recentemente protocolado".

Já a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), que também não participará dos atos deste domingo, aponta: "O ato é convocado, divulgado e organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), sem qualquer participação da sociedade civil organizada em seus diversos movimentos, entidades, coletivos plurais. Um convite para aderir a eles, com diversas limitações sobre identificação, não guarda coerência com a estruturação horizontal que defendemos".

Mais adiante, enfatiza que "toda manifestação contra o governo autoritário e genocida de Jair Bolsonaro pedindo seu impeachment é legítima em si mesma. As divergências entre as forças políticas e seus diversos segmentos, próprias do regime democrático, não devem ser combustível para que se promovam ataques a esse ou aquele ato público com essa pauta".

"Nas lutas populares, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) compõe, como entidade, a campanha nacional "Fora Bolsonaro". As manifestações de rua, nesse caso como em regra, acontecem como consequência do aprofundamento do debate coletivo em defesa das pautas que interessam à sociedade brasileira. A construção coletiva, portanto, além das bandeiras que se leva para o espaço público, precede as ações", conclui o comunicado.

Além do protesto de outubro, a campanha Fora Bolsonaro anunciou novo protesto para 15 de novembro, dia da Proclamação da República.


Em Vitória, o ato de domingo, realizado pelo MBL e Vem pra Rua, será uma carreata que atravessará a Terceira Ponte, às 10h, sentido Vitória-Vila Velha.

Arrependimento

A organização de atos contra Bolsonaro por movimentos da direita, como o MBL e o Vem Pra Rua, que mudaram de lado ao constatarem a má gestão de Bolsonaro, encontra resistência no campo da oposição ao governo. As razões incluem ressentimentos decorrentes do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, concretizado em uma grande articulação, com muitas ações desenvolvidas com recursos internacionais, alinhamento a figuras como Sergio Moro, Michel Temer, Eduardo Cunha e o próprio Bolsonaro, que, na época, já fazia parte do grupo, conforme mostram fotografias, matérias jornalísticas e postagens em redes sociais.
Redes sociais

Em 2017, o jornal inglês The Guardian, porta-voz do liberalismo mundial, publicou uma matéria sobre o crescimento da direita no Brasil. Um trecho menciona a ligação do MBL com os irmãos David e Charles Koch, bilionários estadunidenses que financiam grupos de direita na América Latina, ligados a ações de dominação econômica na região.

Entre os valores e princípios do MBL, destacam-se pontos colocados em prática na gestão Jair Bolsonaro, por meio do ministro da Economia, Paulo Guedes, cujos resultados vêm gerando inflação perto dos 10%, desemprego, fome e miséria: "Fim dos monopólios estatais e privatização de empresas públicas e sociedades de economia mista, fim de toda forma de discriminação oficial instituída por meio de cotas raciais ou de gênero; progressivo aumento da participação do setor privado em serviços públicos passíveis de serem privatizados, tais como educação, saúde, infraestrutura, administração de serviços penitenciários, dentre outros; e fim dos monopólios estatais e privatização de empresas públicas e sociedades de economia mista".

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Comentários: 3

Agmarcarioca amigo do mito em Sábado, 11 Setembro 2021 18:48

piada,mito 2022, trabalhar que e bom nada a boquinha acabou quanto mais ataca o cavalao(mito) mais ele cresce o paraquedista do Exercito e muito forte,so os boms sentirao nos roncares dos motores uma porta aberta no ar, Brasil acima de tudo

piada,mito 2022, trabalhar que e bom nada a boquinha acabou quanto mais ataca o cavalao(mito) mais ele cresce o paraquedista do Exercito e muito forte,so os boms sentirao nos roncares dos motores uma porta aberta no ar, Brasil acima de tudo
VNF em Segunda, 13 Setembro 2021 03:16

Seu português é sofrível, mas compreensível visto quem você apoia, suas palavras são decoradas tipicamente bolsonaristas, nega a verdade, ataca os outros, mais (+) parece um zumbi robotizado, não se preocupe ele passará, mas o conhecimento adquirido fica. Leia mais, estude e reflita sobre o que disse.

Seu português é sofrível, mas compreensível visto quem você apoia, suas palavras são decoradas tipicamente bolsonaristas, nega a verdade, ataca os outros, mais (+) parece um zumbi robotizado, não se preocupe ele passará, mas o conhecimento adquirido fica. Leia mais, estude e reflita sobre o que disse.
Itom od uc odnemoc em Segunda, 13 Setembro 2021 19:34

Na verdade ele era conhecido no exército como Cornão.

Cavalo, ele revelou ser como presidente!

Na verdade ele era conhecido no exército como Cornão. Cavalo, ele revelou ser como presidente!
Visitante
Sexta, 24 Setembro 2021

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