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Frente de seis partidos elabora estratégia para disputas proporcionais deste ano

Uma reunião entre lideranças de seis pequenos partidos, realizada na manhã desta segunda-feira (15), em Vitória, mexe no cenário político no Espírito Santo e insere novos personagens na disputa para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa. 
 
O encontro foi mais um passo na formalização de uma frente partidária visando eleger, em outubro deste ano, de um a dois deputados federais e quatro estaduais. Juntos, esses partidos esperam contar com 250 mil votos, suficientes para alcançar esse objetivo, como apontam seus dirigentes.
 
Segundo essa lógica matemática, o conjunto poderia eleger deputados federais com 40 mil votos e estaduais com um volume oscilando entre 10 a 12 mil votos. 
 
Resta saber se esse percentual de votos será alcançado nas urnas, o que depende de vários fatores, entre eles, o desenvolvimento da campanha eleitoral e consolidação das alianças em articulação.
 
O encontro dessa segunda-feira contou com a participação dos presidentes das siglas, Ademar Rocha (Avante), Serjão Magalhães (PTB), Amarildo Lovati (PSL), Devanir Ferreira (PRB), Reginaldo Almeida (PSC) e o presidente da Câmara de Cariacica, César Lucas (PV).  
 
No caso do PV, a definição sobre a disputa à Câmara fica na dependência do deputado federal Evair de Melo, que já anunciou que sairá do partido para o Podemos. Para ocupar sua vaga na disputa para federal, o grupo conta com a candidatura de César Lucas (PV). 
 
Também fazem parte da lista de candidatos à Câmara  os ex-vereadores de Vitória Serjão Magalhães (PTB) e Devanir Pereira (PRB), o ex-deputado estadual Reginaldo Almeida (PSC), o empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Marcos Guerra  (PSL), e um nome do Avante – o partido conversa com o ex-deputado federal Jurandy Loureiro.
 
A expectativa desse grupo é ocupar espaços visando abrir canais fora da órbita dos grandes partidos, com maior autonomia de atuação. 
 
O grupo segue conversando a fim de definir a chapa para disputar vagas na Assembleia Legislativa, onde o universo mais amplo, de 30 cadeiras, facilita o êxito na disputa, ao contrário da Câmara, restrita a dez.
 
Apesar de o grupo reunir partidos menores, o mercado político não despreza a capacidade de articulação dos atores envolvidos, inclusive, com experiências positivas em disputas recentes. Um dos exemplos é Serjão Magalhães, que em 2016 elegeu dois vereadores em Vitória pelo PTB, Roberto Martins e Dalto Neves, sem qualquer coligação, atuando isoladamente da estrutura política tradicional.

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