Com o início do processo de fusão entre o PSB e o PPS deflagrado nessa quarta-feira (29), em Brasília, o partido passa a ter uma bancada robusta na Assembleia Legislativa. A nova sigla terá quatro deputados e vai dividir com o PMDB o título de maior bancada da Casa.
O PSB tem dois deputados: o reeleito Eustáquio de Freitas e o novato Bruno Lamas. O PPS também tem dois: Amaro Neto, que foi o mais bem votado na eleição de 2014 para o legislativo; e o deputado Sandro Locutor, que trocou o PV pelo PPS e se reelegeu no ano passado.
Embora todos tenham sido eleitos no palanque do ex-governador Renato Casagrande (PSB), não significa que os deputados sejam de oposição. Aliás, na Assembleia esse termo não existe, embora haja algumas lideranças que fazem intervenções pontuais contra o governo do Estado, na defesa de interesses de suas bases.
Mas estando no mesmo partido – e como se trata de uma incorporação do PPS pelo PSB – , o ex-governador pode ganhar uma base de apoio mais consistente. No grupo, a possibilidade de alguns nomes disputarem a eleição do próximo ano também pode ser considerada para colocar o partido no jogo político.
Com a iminente saída de Audifax Barcelos do PSB, por exemplo, o deputado Bruno Lamas pode ser exigido pelo partido na disputa pela prefeitura da Serra no ano que vem. Amaro Neto faz parte de um grupo que discute a entrada na eleição de 2016 em Vila Velha. Sandro Locutor não deve disputar a eleição em Cariacica, mas discute com algumas lideranças sua participação no pleito. Já Freitas não é cogitado para a eleição em São Mateus, mas com o fim do segundo mandato de Amadeu Boroto, pode ser uma liderança importante no pleito.
Além de quatro deputados estaduais, o novo partido tem um deputado federal, o presidente do PSB Espírito Santo, deputado Paulo Foletto, que atende ao antigo desejo do PPS de ter uma representação na Câmara dos Deputados. Foletto também é uma forte liderança no município de Colatina, mas no município, o comentário é de que várias forças políticas estão se unindo para formar um grupo que se oponha ao prefeito Leonardo Depulski (PT), que terá dificuldade em eleger o sucessor em 2016. O comentário é de que o candidato não será o deputado federal.

