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Garantia de empregos é risco alto assumido por Ricardo Ferraço

O senador Ricardo Ferraço (PSDB) está assumindo um risco alto na defesa da reforma trabalhista e na política de incentivos fiscais como soluções como garantir e gerar novos empregos no Estado. Relator da reforma no Senado, o tucano já tinha desagradado parte dos seus eleitores ao defender as medidas. Agora intensifica a narrativa prometendo que a reforma combinada com o pacote de incentivos fiscais aprovado no Congresso vão garantir os postos de trabalho de 150 mil trabalhadores no Espírito Santo. Mas as promessas geram desconfiança no eleitor. Nas redes sociais, parte significativa dos internautas tem criticado o senador.
 
O tucano tem tentado dialogar com seus eleitores fazendo garantias que se não forem cumpridas podem lhe trazer ter problemas no processo eleitoral de 2018. Com a reforma, o senador garante que não haverá nenhuma perda de direitos dos trabalhadores do campo e da cidade. Ele também afirma que a flexibilização das regras, que são de 1940, vão gerar mais oportunidades para a geração de empregos.
 
Na semana passada, na aprovação dos incentivos fiscais, Ferraço usou a palavra para defender a manutenção das isenções no Espírito Santo, uma polêmica, que já causou problemas com os Estados vizinhos. Ferraço defendeu a necessidade de o Estado manter ???instrumentos geradores de emprego???. O tema é polêmico já que os incentivos de alguns setores da economia tiram dos cofres públicos muitos recursos que poderiam ser empregados em investimentos públicos.
 
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, enviado à Assembleia em maio de 2016, apontava o tamanho do rombo até o fim do atual governo. Até 2019, o Estado vai deixar de arrecadar R$ 4,27 bilhões. Como e para quem são destinados os benefícios são informações guardadas a sete chaves, já que o governo conseguiu retirar da Constituição Estadual, em 2015, o artigo que obrigava a divulgação das renúncias. Por isso, Ricardo precisa convencer o eleitor que a matéria é uma defesa dos postos de trabalho e não de uma parte do empresariado que conta com esses benefícios do governo do Estado.
 
No que diz respeito às reformas antipopulares, propostas pelo governo Michel Temer (PMDB), o senador tem feito uma aposta muito alta em relação à melhora da economia e a diminuição do desemprego no País, o que especialistas na área vêm com reservas. Muitos economistas defendem que a abertura de postos de trabalho depende da retomada da atividade econômica e não tem relação com as medidas aprovadas na reforma trabalhista.
 
Se as novas regras trabalhistas não conseguirem devolver os sonhados empregos aos trabalhadores, o senador que se expôs muito durante a discussão das reformas pode ficar com o rótulo de parlamentar que votou contra os interesses do trabalhador, como revelam muitas manifestações postados pelos internautas no perfil de Ricardo Ferraço nas redes sociais.

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