A juíza da 5ª zona eleitoral, Raphaela Borges Micheli Tolomei, acatou a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) e cassou o mandato do prefeito de Mimoso do Sul, Ângelo Guarçoni, o Giló (PMDB), e do vice-prefeito Gecimar Perunizi. A sentença datada dessa quinta-feira (16), cassa o diploma do prefeito e do vice, eleitos em outubro passado.
Os dois permanecem no cargo enquanto recorrem da decisão de primeira instância. Prefeito e vice podem recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles foram acusados de compra de votos na eleição do ano passado.
Segundo a denúncia, Giló doou a quantia de R$ 270 para a compra de cadeiras destinadas à Igreja Tenda dos Milagres, com a finalidade de captar votos de eleitores que frequentam a igreja, com sede em Mimoso do Sul. Ainda segundo a denúncia, o então candidato manteve contatos frequentes, em período eleitoral, com o presbítero Rosélio Anselmo Aguiar, para tratar da oferta de cadeiras, sendo que tais contatos foram gravados por Rosélio Aguiar.
O Ministério Público aponta que, após a autorização de Giló, Rosélio Anselmo Aguiar apresentou o orçamento para a compra de 15 cadeiras, no valor de R$ 270. A conduta do prefeito afronta a legislação eleitoral, configurando o crime tipificado no artigo 41-A da Lei 9.504/97. O MPE aditou a inclusão de Gecimar Peruzini no polo passivo desta demanda.
Além da perda do mandato, o prefeito também foi condenado a pagar uma multa de R$ 26,6 mil. Giló venceu a eleição em Mimoso do Sul pela diferença de apenas 228 votos contra o segundo colocado, o demista Airton.

