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Givaldo Vieira critica falta de diálogo do governo do Estado com a PM

Em artigo publicado no jornal O Globo dessa segunda-feira (20), o deputado federal Givaldo Vieira (PT) nacionalizou a crise na segurança pública capixaba. Mas, não deixou de fora da crítica, a postura do governo estadual e a falta de diálogo com a sociedade. Para o deputado, o clima no Estado, que lembra a guerra civil, é uma amostra do cenário que pode se tornar o País diante das políticas implantadas pelo governo Temer.

Deputado do PT, da ex-presidente Dilma Rousseff, que sofreu impeachment no ano passado, evidentemente, Givaldo direciona suas críticas para a política do sucessor da petista, mas não se afasta do cenário político estadual. Ele destaca que a população vem sendo penalizada pelo modelo de austeridade fiscal, que segue o modelo nacional, e coloca em segundo plano investimentos sociais e a valorização de carreiras públicas.

O deputado critica ainda a falta de diálogo por parte do governo do Estado em situações de crise e relembra a postura do governo durante as ocupações de estudantes em protestos contra a PEC do Fim do Mundo e a Reforma do Ensino Médio, que seguiram a mesma linha da falta de diálogo adotada com o aquartelamento de policiais militares no Espírito Santo.

O parlamentar também critica a postura dos manifestantes. Embora reconheça que há motivos para se rebelar, considera que escolheram uma forma desproporcional para serem ouvidos. “O recorde melancólico de assassinatos já está próximo das duas centenas em pouco mais de dez dias, de acordo com o Sindicato da Polícia Civil. Com a inaceitável demora para resolver a situação, pecam governo e manifestantes, pagamos todos os capixabas”, afirmou o deputado no artigo.

Para Givaldo houve demora na resposta do governo federal à crise no Espírito Santo, um tratamento desigual se comparado a situação com a mesma gravidade em bases de aliados. Ele destaca o ocorrido em Pernambuco, em dezembro passado. “Temer disponibilizou prontamente, por meio de seu ministro da Defesa, o pernambucano Raul Jungmann, 3.500 militares para patrulhar as ruas da Região Metropolitana de Recife. E a greve não eclodiu. Recebemos, portanto, tratamento desigual”, afirmou.

Embora parte do PT se mantenha alinhado ao grupo do governador Paulo Hartung, o deputado Givaldo Vieira tem assumido uma postura independente em relação governo do Estado. Como Hartung é do mesmo partido do presidente Michel Temer e tem adotado uma política parecida com a dele, Givaldo mantém a postura crítica. 

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