No evento realizado nesse fim de semana para empresários, em Pedra Azul,região serrana, o governador Paulo Hartung afirmou que não vai deixar o PMDB por enquanto. Vai esperar até dezembro para aguardar as definições nacionais e aqui no Estado para depois escolher um caminho partidário.
Entre as principais expectativas do governador está o PSDB, não necessariamente pensando em filiação, mas como arrendatário da sigla. A disputa pelo comando estadual do partido pode deixar o ninho tucano em seu arco de controle, caso César Colnago vença a disputa. Se a chapa vitoriosa for a encabeçada por Max Filho e Luiz Paulo Vellozo Lucas, a tendência é de um PSDB mais independente e, portanto, fora do raio de influência do Palácio Anchieta. A disputa no ninho tucano acontece no próximo dia 11 de novembro.
A nova composição da nacional do PSDB será definida no dia 9 de dezembro. O partido deve definir sobre o palanque presidencial tucano, que oscila entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito de São Paulo, João Dória. Essas acomodações precisam ser definidas para que Hartung possa trilhar seu caminho com segurança com um parceiro histórico que é o PSDB.
No DEM, o governador Paulo Hartung também tem dificuldade, diante da indefinição do presidente da Câmara Rodrigo Maia (RJ), que já considerou Hartung um presidenciável, mas hoje aponta novos atores no caminho. As incertezas do governador não trouxeram segurança ao presidente da Câmara, que hoje não quer mais ser linha auxiliar do PSDB.
Já aproximação do governador com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, desperta na classe política a atenção para uma movimentação que parecia adormecida em seu arco de alianças. O PSD está cada vez mais confiante em lançar o ministro à disputa presidencial.
Gilberto Kassab já havia convidado Hartung tempos atrás para se filiar ao partido, mas apesar de a sigla ter no Palácio Anchieta um dos homens de confiança do governador, o secretário-chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior, as negociações não haviam avançado até agora. Com dificuldades nos outros partidos, o PSD volta a ser uma opção para o governador, se ele deixar mesmo o PMDB.

