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Governador vira alvo nos protesto dos servidores públicos

O Fórum das Entidades dos Servidores Públicos (Fespes) levou para o protesto desta sexta-feira (28) uma faixa especialmente para o governador Paulo Hartung (PMDB). No carro de som, as palavras de ordem contra o chefe do Executivo estadual também ganharam destaque.
 
Em litígio com o funcionalismo estadual desde que assumiu o terceiro mandato, a expectativa era de que o governador não escapasse ileso nos protestos, como as ruas confirmaram hoje. A faixa que cobria os dois lados das principais avenidas pelas quais o protesto passou pela manhã, trazia os dizeres “Fora Hartung! Fora corruptos!” (ao lado).
 
O apelido dado pelo delator da Odebrecht, Benedicto Júnior ao governador Paulo Hartung, “Baianinho”, também foi lembrado nos carros de som pelos manifestantes, com os dizeres: “Fora Temer e leve o Baianinho junto”! Houve protestos também em frente ao Palácio Anchieta pela manhã.
 
A crise envolvendo o governo do Estado teve início com a delação do ex-executivo da Odebrecht Benedicto Júnior. O delator revelou que o governador teria recebido doações via “caixa 2” de mais de R$ 1 milhão para campanhas eleitorais de 2010 e 2012. 
 
Entre os deputados federais diretamente envolvidos nas reformas trabalhista e previdenciária, alvo dos protestos, apenas os dois deputados do PT participaram da manifestação, tanto nas redes sociais quanto nas ruas. Givaldo Vieira gravou vídeos ao vivo criticando o presidente Temer e Hartung. Nas redes sociais o deputado também defendeu a greve geral.
 
“Nossa grande manifestação popular pelos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras mobiliza o país inteiro. O Espírito Santo não fica de fora da resistência. Estamos nas ruas para não permitir que este governo ilegítimo acabe com as garantias trabalhistas e com o direito do brasileiro de se aposentar com vida e com dignidade. Temos todo o direito de manifestar, pacificamente, contra quem pune a população capixaba e do Brasil”, disse.
 
Quem também caminhou com os manifestantes foi o deputado Helder Salomão. Em seu Facebook ele também lembrou a votação que retirou direitos do trabalhador, com a aprovação do texto-base da Reforma Trabalhista. “A dificuldade de ir e vir é por um dia. A perda da aposentadoria e dos direitos trabalhistas pode ser pra vida inteira”, disse o deputado.
 
Já Lelo Coimbra, líder da maioria do governo Michel Temer na Câmara, culpou o governo Dilma pela crise, mas não entrou no debate da precarização do trabalho que vem com a reforma. “O país tem hoje 13,5 milhões de desempregados. A nova lei trabalhista vai impulsionar a criação de empregos e ajudar o país a superar a grave crise econômica que estamos enfrentando, frutos dos equívocos do governo Dilma. Não dá para aceitar, passivamente, que um grande número de empresas brasileiras migrem para países vizinhos, suprimindo nossos postos de trabalho e possibilidades de geração de emprego e renda, sob o argumento que as relações de produção e trabalho fora do Brasil são mais atrativas”, disse o peemedebista.

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