Sexta, 28 Janeiro 2022

​Governadores de 18 estados acionam STF contra depoimentos na CPI da Covid

casagrande_leonardo_sa-1 Leonardo Sá
Governadores de 18 estados acionaram nesta sexta-feira (28) o Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender as convocações para depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado. Renato Casagrande (PSB) é um dos signatários da ação conjunta.

Informações divulgadas pelo jornal O Globo apontam que o grupo apresentou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), que aponta a violação do artigo 50 da Constituição, que não prevê a convocação do presidente da República para prestar depoimento na CPI. O entendimento de procuradores-gerais dos estados, que elaboraram e também assinam a peça, é que essa prerrogativa se estende aos governadores.

"A ADPF busca impedir que o Poder Legislativo federal convoque chefes do Poder Executivo estaduais para depor em CPIs, haja vista que tal medida viola inegavelmente o pacto federativo e o princípio da separação dos poderes. Assim, a pertinência temática revela-se evidente, já que a convocação de governadores pelo legislativo federal repercute na esfera de interesses dos Estados-Membros, na medida em que vulnera a autonomia dos entes federados", diz o documento reproduzido em O Globo.

Além da suspensão das convocações, os governadores solicitam que o Supremo reconheça, no âmbito da ADPF, a impossibilidade de convocação dos chefes do Poder Executivo para depor em CPIs, ou que se fixe a tese da vedação de convocação de governadores para depor em CPIs instauradas no Congresso Nacional.

Assinam o documento tanto os governadores convocados nesta semana - Wilson Lima (Amazonas), Ibaneis Rocha (Distrito Federal), Waldez Góes, (Amapá), Helder Barbalho (Pará), Marcos Rocha (Rondônia), Carlos Moisés (Santa Catarina), Mauro Carlesse (Tocantins) e Wellington Dias (Piauí) - como os não convocados, como Casagrande, Rui Costa (Bahia), Ronaldo Caiado (Goiás), João Doria (São Paulo), Paulo Câmara (Pernambuco), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Belivaldo Chagas (Sergipe), Renan Filho (Alagoas) e Flávio Dino (Maranhão).

Nessa quarta-feira (26), os senadores aprovaram um pacote com 108 requerimentos que direcionam os rumos da investigação para estados e municípios, como pretendem desde o início os aliados do presidente Jair Bolsonaro, parte da estratégia para tirar dele o foco das investigações. Após debates e pressão no Senado, foram chamados, inicialmente, apenas governadores citados em investigações da Polícia Federal.

Como parte dos pedidos feitos pelo presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), referentes aos repasses da União aos estados e prefeituras, o Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE) enviou, nessa terça-feira (25), todos os dados solicitados sobre os processos de investigações e inspeções que envolveram a aplicação de recursos federais para o combate à doença. Foram selecionadas 127 contratações realizadas de forma emergencial pelo Estado e pelos municípios para ações de enfrentamento à pandemia, representando pouco mais de R$ 219 milhões. Também já enviaram dados ao colegiado a Polícia Civil do Estado e o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).

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Comentários: 2

Luis carlos pratti em Terça, 01 Junho 2021 12:02

Não entendo isso, eles deveriam estar contentes em poder prestar contas, e provar o quanto são competentes.

Não entendo isso, eles deveriam estar contentes em poder prestar contas, e provar o quanto são competentes.
Walter Marinho em Sábado, 24 Julho 2021 10:57

A sociedade no Brasil está indo para o nível polarizado..
Deve-se considerar q a faceta "famílias de bem" compõe uma base de pessoas de boas fé, acreditaram um dia no lula, depois se arrependeram, mas fizeram alianças e correspondências jurídicas e financeiras honestas vinculadas ao pt, portanto uma intervenção interina, pode salvar a estrutura partidária, mesmo ferindo princípios da democracia, evitaria sua futura extinção.

A sociedade no Brasil está indo para o nível polarizado.. Deve-se considerar q a faceta "famílias de bem" compõe uma base de pessoas de boas fé, acreditaram um dia no lula, depois se arrependeram, mas fizeram alianças e correspondências jurídicas e financeiras honestas vinculadas ao pt, portanto uma intervenção interina, pode salvar a estrutura partidária, mesmo ferindo princípios da democracia, evitaria sua futura extinção.
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