Com o registro das chapas para a disputa da Associação dos Municípios do Estado (Amunes), nessa segunda-feira (13), a disputa entre o prefeito de Viana, Gilson Daniel (PV), e o prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB), ganha um contorno mais definido. O governo aposta em uma virada de jogo para garantir o controle da entidade.
Chapa palaciana à Amunes está entre Zanon e Juninho
A vitória de Gilson Daniel não significaria uma vitória necessariamente da oposição, mas para o Palácio Anchieta, o prefeito de Viana é visto como um nome instável e a recusa em desistir da disputa não agradou o governador Paulo Hartung, que colocou no páreo um aliado de peso.
Para algumas lideranças não seria surpresa se Gilson Daniel aderisse ao Palácio Anchieta após o processo eleitoral, mas Hartung não teria confiança no prefeito desde o processo eleitoral de 2014, quando Gilson Daniel recolheu assinaturas de 66 prefeitos do Estado em favor da candidatura de Renato Casagrande (PSB).
A aliança do prefeito hoje não é mais com Casagrande, mas sua aproximação com a senadora Rose de Freitas (PMDB), desafeta política de Hartung não é bem digerida no Palácio Anchieta. Por isso, o governador deve entrar de cabeça na eleição para reforçar o palanque do peemedebista com os prefeitos.
Entre os aliados do prefeito de Viana, o nome de Zanon significa um sério risco ao favoritismo até aqui de Gilson Daniel. Com mais experiência e mais próximo do Palácio Anchieta e sendo prefeito de uma grande cidade do norte do Estado, Zanon é um nome forte que pode agregar. O peemedebista poderia atrair os prefeitos do interior em seu palanque. Por isso, o trabalho do prefeito do PV, até o próximo dia 28, seria o de consolidar os votos conquistados em meses de campanha antecipada.
Até a eleição a batalha será pela conquista de votos para Zanon, ao passo que o governo trabalhará pelo esvaziamento da campanha de Gilson Daniel. O prefeito de Cariacica, Juninho (PPS), está incumbido de ser o cabo eleitoral de Zanon para garantir a eleição do peemedebista e a vitória do governo.
Mas para os meios políticos se isso não acontecer será um recado duro dos prefeitos, insatisfeitos com o tratamento dispensado pelo governo aos municípios. Como a maioria das prefeituras enfrenta dificuldades financeiras, a política de ajuste fiscal do governo do Estado fechou as torneiras para os prefeitos, que querem buscar alternativas.

