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Grupo da oposição aumenta e sessão da Assembleia tem novo bate-boca

O clima na sessão desta quarta-feira (8) voltou a esquentar na Assembleia Legislativa. Desta vez, o presidente da Casa, Erick Musso (PMDB), foi o adversário do deputado Sério Majeski (PSDB) na discussão sobre as regras da Casa, e da ingerência do Executivo nas atividades parlamentares. O presidente da Casa não demonstrou muita habilidade para lidar com o contraditório do tucano.

Logo no início da sessão, o deputado Dary Pagung (PRP) pediu a supressão do horário das comunicações. Majeski questionou o pedido, já que essa tática vem sendo usada desde essa segunda, para acelerar as votações e colocar na pauta os projetos de interesse do governo do Estado. A deputada Eliana Dadalto (PTC) também questionou a supressão, já que havia preparado uma discurso em homenegam ao Dia Internacional da Mulher, lembrado nesta quarta-feira.

Mas Musso, ignorou os questionamentos e deferiu o pedido de Pagung. Foi o primeiro secretário, Enivaldo dos Anjos (PSD) quem saiu em defesa de Pagung, alegando que o pedido do parlamentar era regimental. Uma brecha para a alfinetada de Majeski. Ele afirmou que na hora que interessa se recorre ao Regimento Interno, mas quando é conveniente para o governo, principalmente, se rasgam as normas.

Para evitar que Majeski pudesse pedir a palavra para discutir a matéria em pauta, o presidente acelerou a leitura do pedido de votação da supressão da fase das comunicações, um expediente já utilizado pelo líder do governo, Gildevan Fernandes (PMDB), na última segunda-feira.

O tucano reagiu, desta vez, dizendo-se desrespeitado, enquanto Musso e Enivaldo conversavam sem dar atenção ao parlamentar. Majeski precisou chamar pelo presidente inúmeras vezes para ser ouvido. Ele disse que a Mesa estava se comportando de forma desrespeitosa e Erick reagiu de forma intempestiva. Disse que Majeski estava ressentido por ter perdido cargos na Mesa Diretora, o que deixou o tucano indignado.

Pouco tempo depois, na tribuna da Casa, Majeski lembrou e desafiou ser desmentido pelo ex-presidente da Mesa, Theodorico Ferraço (DEM), que na gestão passada os cargos foram divididos entre o plenário, sendo que cada parlamentar teve direito a cinco indicações. Disse ainda não pediu cargos e que eles lhe foram dados. Dessa forma, disse Majeski, o presidente atual estava mentindo. Musso não retrucou.

Esta não é a primeira vez que há uma tentativa de desqualificar os questionamentos do deputado. Em vários momentos, desde que assumiu o cargo de deputado estadual, o tucano foi acusado de defender os interesses de escolas particulares, ao se posicionar contra a política adotada pelo governo do Estado para o setor.  

O deputado, porém, tem apresentado vários projetos e emendas em favor da educação pública, que vêm sendo sistematicamente rejeitados pelo governo, assim como suas indicações de melhorias em escolas do interior do Estado e da Grande Vitória.

Sobre os cargos da Mesa Diretora, o ex-presidente Theodorico Ferraço (DEM) em seu pronunciamento, também criou uma situação constrangedora para seus sucessores. Ele fez um apelo emocionado em favor de servidores da Assembleia, com muitos anos nos cargos, que estariam na lista de corte da nova gestão da Mesa Diretora.

Oposição aumenta

Embora esteja sofrendo muita retaliação no plenário, o deputado Sérgio Majeski ganha força em sua postura, com a formação de uma frente parlamentar, que na verdade é um grupo de oposição ao governo do Estado. Além do tucano, Theodorico Ferraço e os deputados do PSB, Freitas e Bruno Lamas já estavam no grupo, que ganhou a adesão do deputado da Rede, Marcos Bruno.

O PDT discute a possibilidade de entrar na oposição também, mas dificilmente Rodrigo Coelho deve aderir ao movimento. Já o deputado Josias Da Vitória está cada vez mais próximo da oposição. Euclério Sampaio, por sua vez, oscila entre um lado e outro.

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