Uma “rebelião” para retomar o controle das mãos do prefeito Luciano Rezende (PPS) está em andamento na Câmara de Vitória, oito meses antes da eleição, que deverá ocorrer em agosto deste ano.
Um grupo de cinco vereadores se organiza como forma de enfrentamento ao PPS, partido do prefeito, que detêm a maioria dos cargos comissionados, com poder excessivo na tomada de decisões. O partido ocupa a Presidência da Casa e também as presidências das comissões de Justiça e de Finanças, além da liderança do prefeito.
Os vereadores Cléber Félix (PP), Luiz Paulo Amorim (PV), Natan Medeiros (PSB), Sandro Parrini (PDT) e Dalton Neves (PTB) se movem no sentido de ampliar o grupo. Eles pretendem se levantar contra o atual líder do prefeito na Câmara, vereador Leonil (PPS), que abdicou da Presidência para favorecer a eleição do atual presidente, Vinícius Simões.
A pretensão deles é contar ainda com o apoio dos vereadores Davi Esmael (PSB), da vice-líder do prefeito, Neuzinha de Oliveira (PSDB), Professor Roberto Martins (PTB) e Max da Mata (PDT). Com essas adesões, o grupo atinge oito membros, a maioria dos 11 vereadores da atual legislatura.
Os vereadores afirmam que a “rebelião” não é contra o prefeito, mas para barrar a influência do PPS no legislativo municipal. Segundo eles, isso é necessário para a garantia da sobrevivência política dos componentes do grupo, cuja maioria está no primeiro mandato.
Desde 2013, quando assumiu a prefeitura, o prefeito Luciano Rezende mantém total controle sobre a Câmara de Vereadores. O loteamento para seu partido é considerado prejudicial a projetos políticos de outras lideranças.

