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Guerra de denúncias entre chapas que disputam o PSDB capixaba

Ao lançarem as campanhas para a disputa à presidência estadual do PSDB, os dois candidatos que encabeçam chapas inscritas, o prefeito de Vila Velha Max Filho e o vice-governador César Colnago disseram esperar uma disputa no campo das ideias e de alto nível.
 
No campo nacional, o presidente interino do partido, Tasso Jereissati, ao lado do senador Ricardo Ferraço, ainda trabalhava para costurar um consenso. A tentativa de construir uma chapa única fracassou. Mas Jereissati pediu que os candidatos fizessem uma disputa limpa, sem o uso da máquina. 
 
Mas faltando quatro dias para o encontro estadual em que os delegados vão dar seus votos, escolhendo uma das duas chapas, a temperatura nos bastidores subiu. Tanto no acirramento das campanhas, buscando voto a voto o apoio dos delegados, quanto nas estratégias para tentar desestabilizar o grupo adversário. É assim que começa o vale tudo. 
 
Neste contexto de acirramento surge a denúncia de uma filiada do partido pedindo que o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas, um dos mais importantes incentivadores da chapa (“PSDB Autêntico”) puxada por Max Filho, seja julgado pelo conselho de Ética do PSDB, a fim de que seja “analisada sua expulsão dos quadros partidários pela sua biografia incompatível com os princípios programáticos e diretrizes éticas da agremiação, sobretudo improbidade no exercício de mandato”. 
 
Do outro também há movimentação e uma denúncia surge no sentido de que a chapa encabeçada pelo vice-governador César Colnago teria apenas 23 mulheres na composição, quando o número mínimo exigido é de 30, garantindo assim a proporcionalidade de ocupação dos cargos, defasagem que infringiria o estatuto do partido.
 
Ironicamente, o mesmo Tasso que sugeriu uma disputa ética e limpa, é quem agora briga pelo comando nacional da legenda com o governador de Goiás Marconi Perillo. 
 
Aqui, quando Max Filho e Colnago lançaram seus nomes, o senador Ricardo Ferraço foi encarregado de tentar “costurar” uma chapa de consenso entre os dois tucanos. Chegou a dizer: “Estou com a linha e a agulha na mão”. Não funcionou e Ricardo foi reprovado no quesito mediação. 
 
Agora é o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que já avisou que não vai disputar o comando do partido, que assumiu o papel de “costureiro” nacional do PSDB. O tucano paulista, que é candidato declarado à Presidência da República, se preocupa em ficar bem com Perillo e Tasso. Curiosamente, Ricardo Ferraço adota a mesma estratégia: que não dá pistas se está com Max ou Colnago. 

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