O secretário de Educação do Estado, Haroldo Rocha anunciou na tarde desta segunda-feira (16) mais uma unidade do programa Escola Viva. A terceira Escola Viva vai funcionar a partir de 2016, no município de Muniz Freire e vai oferecer 570 vagas.
A nova unidade será implantada na Escola Estadual Bráulio Franco, que aderiu ao programa por meio do edital de credenciamento n° 017/2015, e passará a chamar Centro Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Bráulio Franco. Segundo Haroldo Rocha, a comunidade foi consultada sobre a implantação do programa no município.
Mas para os meios políticos, a escolha do município tem viés político. Isso porque, no início do ano, a prefeitura travou uma batalha judicial com o governo do Estado por causa da gestão de quatro escolas no município. Uma batalha que culminou com a vitória do governo do Estado. A prefeitura, sem recursos de manter as escolas, pleiteou, sem sucesso, que o Estado assumisse a gestão das unidades.
A prefeitura venceu a primeira etapa com uma decisão liminar de primeiro grau que obrigava o governo reassumir a gestão das escolas Lia Therezinha Merçon Rocha, Santa Joana, Tombos e Maria Áurea Barroso. Juntas, as unidades atendem a 1,3 mil estudantes do ensino fundamental.
No final de fevereiro, porém, o Tribunal de Justiça reverteu a decisão, obrigando o município a assumir o controle das escolas. Mesmo diante dos apelos da prefeitura, que alegava não ter recursos para manter as escolas funcionando, o governo do Estado se mostrou irredutível.
Em agosto passado, outro problema envolvendo os estudantes de Muniz Freire e o Estado ganhou destaque: a falta de transporte escolar em regiões afastadas da sede do município. Aliás, esse é um ponto que merece destaque na fala do secretário. Segundo Haroldo Rocha, os alunos que não quiserem aderir ao programa podem se transferir para outras escolas.
O problema é que a escola Bráulio Franco é a única do Estado no Centro da cidade. As outras escolas ficam nos bairros Piaçu (EEEM Arquimimo Mattos), Itaici (EEEM Judith Viana Guedes), Menino Jesus (EEEM Menino Jesus) e Vieira Machado (EEEM Prof.: Maria Candido Kneipp).
O que chama atenção é que em agosto deste ano, os estudantes do município fizeram protesto por causa do maior problema para a educação no município: o transporte escolar. Um problema entre o governo e a empresa que oferece o serviço deixou os estudantes sem transporte.
Segundo a Secretaria de Educação, a Escola Bráulio Franco foi escolhida porque tem uma estrutura que atende às exigências do programa. São 14 salas de aula; biblioteca; dois laboratórios de informática; um laboratório de ciências; banheiro para portadores de necessidades especiais; quadra poliesportiva coberta; refeitório; sala de rádio/grêmio e auditório.
Além de Muniz Freire, outra unidade do Programa também será aberta em 2016. O Centro Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Joaquim Beato será implantado no bairro Planalto Serrano, no município da Serra, e abrirá 720 vagas. O Centro Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral São Pedro, em Vitória, unidade piloto aberta no segundo semestre deste ano, para 2016 vai abrir mais 400 vagas.
Ainda na coletiva de imprensa desta segunda-feira (16), o secretário anunciou a reforma em mais de 500 escolas do Estado, um investimento, segundo Haroldo, de R$ 40 milhões. O secretário apresentou os problemas que serão atendidos pela Sedu. As melhorias nas unidades de ensino do Estado têm sido o ponto central de uma série de pedidos de informações protocoladas pelo deputado Sérgio Majeski (PSDB), que visitou escolas em todo o Estado desde o início de seu mandato.
A deputada Luiza Toledo (PMDB), presidente da Comissão de Educação da Assembleia, também tem feito várias indicações para a reforma de escolas no Estado. O que deve ter chamado a atenção do governo, que tem na educação sua principal bandeira de campanha.

