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Hartung completa equipe e deixa aliados na mão

Com a efetivação de Valdir Klug na Secretaria de Esportes do Estado, o governador Paulo Hartung (PMDB), cinco meses após sua posse, conclui a formação de sua equipe. Mas o que chama a atenção da classe política é de que as movimentações que eram aguardadas com os espaços deixados em aberto não aconteceram.

Esse é apenas um episódio sobre a nova relação estabelecida com o Palácio Anchieta, que tem causado muita indisposição na classe política. Hartung havia deixado em aberto duas secretarias: Turismo e Esportes. Essas vagas seriam usadas para acomodações dos aliados. 

Isso porque, no período eleitoral, havia sido firmado um acordo, ao qual Hartung nunca se referiu para confirmar ou desmentir, de que acomodaria na Câmara a mulher do presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço  (DEM), Norma Ayub, também do DEM, caso ela não se elegesse deputada federal. O acordo previa puxar um membro da bancada capixaba para o governo e assim abrir a vaga para a demista na bancada. 

Hartung conversou com alguns deputados federais sobre o arranjo: Lelo Coimbra (PMDB), Jorge Silva (Pros) e Manato (SD). Mas nenhum deles quis trocar o mandato federal por uma vaga na equipe de governo, o que acabou inviabilizando o acordo. 

Outro acordo seria em relação à Assembleia Legislativa. O PDT negociava o retorno do deputado Luiz Durão ao Legislativo e o PT mais espaço no governo. Neste sentido, a movimentação seria a criação da Secretaria de Trabalho, puxando para a pasta o deputado estadual José Carlos Nunes (PT) e abrindo a vaga para Durão. Mas diante da repercussão negativa de escândalos envolvendo o PT em nível nacional, Hartung pisou no freio nesta negociação e não criou a nova secretaria, deixando as bancadas do PT e do PDT na Assembleia do mesmo tamanho. 

Uma terceira articulação envolvia a possibilidade de o deputado estadual Guerino Zanon (PMDB) deixar a Assembleia para ocupar uma pasta que já comandou no primeiro mandato de Hartung, a Secretaria de Esportes. Na distribuição das comissões permanentes da Casa, Zanon chegou a abrir mão da Comissão de Educação, para a qual estava cotado e não reivindicou vaga em nenhuma outra. 

Essa ação indicava para o mercado político que a articulação para sua saída do legislativo estava em vias de se concretizar. Mas dois fatores parecem ter influenciado esse processo. O primeiro foi o início da movimentação na Câmara de Linhares para rejeitar as contas de Zanon. Mesmo se tratando de uma manobra para tirá-lo do pleito de 2016, o prejuízo à imagem do deputado teria sido evitado pelo Palácio Anchieta. 

O segundo seria o fato de o governador não estar disposto a acomodar o suplente de Zanon, o ex-deputado José Esmeraldo (PMDB), que tem fama de querer muitos cargos no Executivo. Cargos que os deputados não estão conseguindo com o governo do Estado. 

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