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Hartung e Rose defendem união de ‘bons’ políticos em evento do PSDB paulista

A senadora Rose de Freitas (Podemos) e o governador Paulo Hartung, adversários políticos no Espírito Santo, sentaram-se lado a lado e demonstraram perfeita harmonia em torno de uma política de centro-direita liderada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a mais antiga liderança do “tucanato” no País e ainda uma das mais influentes.  

Ao participarem do evento de lançamento do Polo Democrático e Reformista, organizado por lideranças articuladas com o ex-presidente, tanto Hartung quanto Rose defenderam, em curtas intervenções, a união de forças comprometidas com a sociedade, embalados no mesmo discurso da ala do PSDB que isola Geraldo Alckmin, presidenciável do partido, que não decola nas pesquisas.  

Em sua fala, que durou cerca de três minutos, a senadora Rose de Freitas afirmou que é preciso “pensar o País com responsabilidade e com prioridade para o social”. 

Paulo Hartung, também falando por três minutos, repetiu o discurso de que existe um vazio de lideranças, acrescentando que as estruturas políticas desabaram. Em seguida, ele anunciou o ex-presidente Fernando Henrique  Cardoso com uma das maiores lideranças nacionais, arrancando aplausos da plateia.  

O Polo Democrático reuniu lideranças partidárias e cientistas políticos, sendo visto como mais uma ação da ala do PSDB ligada a Fernando Henrique Cardoso. O manifesto do grupo, assinado por conhecidas figuras de centro-direita, foi lançado em junho deste ano, em Brasília.

O documento inicial do movimento tem como signatários, além de FHC, lideranças do “tucanato” como Alberto Goldman, Marcus Pestana e Aloysio Nunes Ferreira, e também Roberto Freire, presidente do PPS. 

Para o cientista político Aldo Fornazieri, em artigo publicado no GGN, o manifesto é contraditório, pois condena a intolerância, radicalismo e instabilidade, mas se esquece de que foram os signatários e seus partidos que empunharam os estandartes da discórdia. 

“É como se tivessem derramado o leite sobre um chão lamacento e, agora, quisessem recolhê-lo de volta às xícaras para dá-lo aos incautos para beber”, critica Fornazieri.

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