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Hartung enfrenta desgastes políticos no início do governo

Passados os primeiros cem dias de governo, e aproximando-se do fim do primeiro semestre, os governadores dos Estados mais ricos do País encontraram uma situação política bem diferente da que imaginaram na campanha. Uma reportagem do portal UOL, no mês de abril, mostrou a dificuldade em pôr em prática as promessas de campanha dos eleitos. 

A situação nos dez estados mais ricos analisados na matéria – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Goiás Pernambuco  e Distrito Federal – é de desgaste de seus governadores. Um cenário muito parecido com o do Espírito Santo, nestes cinco meses da gestão Paulo Hartung (PMDB). 

Os eleitos chegaram ao cargo fazendo promessas, mas as ações foram adiadas e substituídas por cortes na gestão. No caso específico de Hartung, não houve promessas efetivas, exceto a Escola Viva e o projeto Ocupação Social, mas Hartung fez um discurso de desconstrução de seu adversário e apontou um choque de gestão em seu início de governo. 

Neste sentido, o governador foi eleito com a expectativa de que fosse trazer soluções contundentes para impulsionar a economia do Estado, já que construiu sua campanha nesse ponto. Com a promessa de que iria “chacoalhar” o Estado, colocando-o “de volta nos trilhos”, Hartung passava a impressão de ter embaixo do braço algum projeto que trouxesse mudanças imediatas. Ele fez o eleitor acreditar que o Estado havia parado de crescer por incompetência do antecessor e a retomado viria imediatamente com seu retorno ao Palácio Anchieta.

Mas isso não aconteceu. Muito ao contrário, depois da posse o governador implementou uma série de cortes na gestão e passou a apontar o que seriam as medidas “irresponsáveis” do governo anterior. O problema é que esses ajustes trouxeram prejuízo a serviços oferecidos pelo governo à população e as medidas foram vistas como impopulares. 

Em fevereiro passado, o governo enviou nova proposta de Lei Orçamentária à Assembleia com redução de R$ 1,3 bilhão da antiga proposta de R$ 17,3 bilhões. Na ocasião, Hartung disse que o orçamento estava 7,8% superestimado. 

Os cortes em algumas pastas chegaram a 80% do orçamento, o que gerou reações em vários setores da sociedade.

Uma vez à frente do governo no momento de agravamento da crise, Hartung vai acumular a responsabilidade pelo não cumprimento de promessas de campanha. 

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