As movimentações indicam que o governador Paulo Hartung (PMDB) já estaria organizando o tabuleiro para o processo eleitoral de 2018. Para os interlocutores, haveria duas hipóteses para Hartung em 2018: disputar a reeleição ou disputar o Senado. Nas duas hipóteses ele costura uma manutenção do grupo no poder.
Isso porque há uma preocupação do governador em não deixar Renato Casagrande (PSB), seu antecessor e principal adversário político, solto na disputa. A ideia seria a de passar o governo para o vice, César Colnago (PSDB) oito meses antes da eleição. Apesar do gesto de confiança, o governador não acreditaria na musculatura política do tucano para conquistar o governo.
Neste sentido, Hartung estaria também trabalhando com a possibilidade de lançar um segundo nome ao governo, o da senadora Rose de Freitas (PMDB). Com dois nomes na disputa ao Palácio Anchieta, Hartung teria um suporte para sua candidatura ao Senado, além de ter dois palanques fortes para fazer frente ao do socialista, que entraria na disputa com a missão de atirar no governo do peemedebista. Tudo que Hartung quer evitar.
Em 2018, haverá duas vagas para o Senado, pleito para o qual estão cotados os dois senadores eleitos em 2010, Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta (PR). Caso Hartung dispute uma das vagas, Ricardo Ferraço ficaria em segundo plano na articulação do grupo.
Mas, para os meios políticos, Hartung só disputará o Senado se conseguir, até 2018, criar uma musculatura com a ampliação de sua imagem em nível nacional, estratégia que vem trabalhando nos últimos meses. Caso contrário, ele pode disputar a reeleição. Mas isso também vai depender das condições políticas do governador no Estado até lá.
Embora tenha dito no processo eleitoral do ano passado, que não disputaria a reeleição, a promessa não é considerada certa para os meios políticos. Em 2009, ele disse que se desincompatibilizaria do cargo, alçando seu então vice Ricardo Ferraço ao governo para disputar o Senado. Ele não se desincompatibilizou e ainda apoiou Renato Casagrande à sucessão, sobrando para Ferraço a vaga no Senado como redenção.

