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Para um auditório lotado de políticos e poucas lideranças empresariais, o governador Paulo Hartung reforçou a ideia de se lançar no cenário político nacional, ao atacar o intervencionismo das corporações do setor privado, que “nasceu na Fiesp” (Federação das Indústria do Estado de São Paulo. “Não tem crise no mundo, tem crise no Brasil”, acrescentou em tom de campanha eleitoral, que o empresariado brasileiro levou o Brasil a “tomar o rumo errado”.
 
A fala do governador foi feita no encerramento do evento promovido pela Fundação Ulysses Guimarães, braço político do PMDB, no auditório do Vitória Grand Hall, no bairro Santa Luzia, nesta quinta-feira (14). O encontrou trouxe para a Capital algumas caravanas do interior, cujas lideranças foram homenageadas, entre elas, o ex-senador Camilo Cola. A senadora Rose de Freitas, vice-presidente do PMDB no Estado, e que se coloca na disputa ao governo do Estado no próximo ano, não compareceu ao evento.
 
Um dos palestrantes do evento, que faz parte das comemorações dos 100 anos do fundador do MDB (como a sigla era conhecida), senador Ulysses Guimarães, o ministro de Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, “lançou” Hartung como seu candidato ideal para Presidência da República, por sua atuação à frente do governo do Espírito Santo. 
 
Osmar Terra é médico, foi secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, e integra a chamada bancada ruralista, uma das mais fortes corporações do setor privado a influenciar a máquina pública em nível nacional, curiosamente, agora alvo de crítica do governador capixaba.
 
O estranho do ataque às corporações é que a trajetória de Hartung sempre esteve amplamente ligada ao setor empresarial, do Estado e nacional e até no exterior, como a Fibria, antiga Aracruz Celulose. No plano interno, a ampla política de isenções fiscais do governador é alvo de pesadas críticas.  
 
A movimentação de Paulo Hartung já o levou a encontros com a chamada nova safra de executivos formados em Harvard, Estado Unidos, como os ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida e Gustavo Franco, qeu tocavam a chapa presidencial do apresentador de TV, Luciano Huck, que não vingou.
 
Em tom firme e de caráter visivelmente populista, Paulo Hartung encerrou sua fala repetindo a necessidade de serem levantadas lideranças coletivas para superar a crise que, para ele, só existe no Brasil, e é provocada pelo “intervencionismo corporativo na máquina pública”.

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