terça-feira, março 31, 2026
24.9 C
Vitória
terça-feira, março 31, 2026
terça-feira, março 31, 2026

Leia Também:

Hartung se aproxima do governo federal e tenta qualificar agenda

A vinda do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao Estado nessa sexta-feira (27), despertou leitura nos meios políticos sobre uma mudança de estratégia do governador Paulo Hartung (PMDB) para se fortalecer no cenário estadual. Na semana passada, o governador foi a Brasília e conversou com o presidente Michel Temer e o ministro-chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha. 
 
Nos bastidores, o comentário foi de que o governador teria reclamado do excesso de atenção do governo federal à senadora Rose de Freitas (PMDB), que pretende ser a adversária de Hartung na disputa ao governo do Estado em 2018. O movimento de Hartung parece ter dado certo e aponta para uma ação diferente da que vem fazendo a senadora Rose de Freitas. 
 
Isso se reflete na escolha do ministro em questão. Meirelles está à frente da  Fazenda e ensaia uma candidatura à presidência no próximo ano. Se ele se desincompatibilizar do cargo, a tendência é de que a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, assuma o ministério, o que aumentaria o capital político de Hartung, que teve Vescovi como sua secretária de Fazenda no Estado até a ascensão de Temer à presidência. 
 
No Estado, o ministro da Fazenda afirmou que o modelo fiscal desenvolvido e adotado pelo governo do Espírito Santo serve de exemplo para o País e que a economia capixaba está auxiliando na retomada do crescimento nacional. A afirmação do ministro foi realizada em entrevista coletiva à imprensa realizada após uma reunião de trabalho com o governador Paulo Hartung. A coletiva ocorreu na residência Oficial da Praia da Costa.
 
Esse reforço federal na imagem de supergestor, criada pelo governador Paulo Hartung, é uma maneira de tentar ofuscar a senadora, que vinha trabalhando na interlocução de liberação de emendas para as prefeituras e programas do governo federal no Estado.

 

Paralelo a essa movimentação com o governo federal, vem a ideia de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) não estaria mais contando com nome de Hartung para uma disputa presidencial. Sem candidato a presidente desde Aureliano Chaves, em 1989, Maia afirma que o DEM não quer mais ser uma linha auxiliar do PSDB, mas quando cita suas alternativas, aponta o prefeito de São Paulo, João Dória, e o apresentador de TV, Luciano Hulk.

Por isso, a classe política entende que o governador deve ficar no PMDB e buscar fortalecimento com governo federal sem ter de se aproximar muito do presidente Michel Temer, que tem a imagem bem arranhada com a população. 

Mais Lidas