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Hartung se mantém em ???cima do muro??? no debate sobre a crise nacional

A participação do governador Paulo Hartung (PMDB) no almoço promovido nessa quarta-feira (2) pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi na mesma linha morna que vem adotando desde o início de seu governo no Estado e serviu mais para tentar uma visibilidade para dentro do Estado do que para uma contribuição para a agenda proposta. 
 
O encontro tinha o claro objetivo de unificar os governadores do PMDB em uma pauta de apoio ao governo federal. Eleito no palanque de Aécio Neves (PSDB), principal opositor do governo Dilma Rousseff, Hartung vem tentando se equilibrar no muro. O governador capixaba quer evitar desgaste com a o percentual de insatisfeitos com o governo federal, o que pioraria sua popularidade, que pelas pesquisas realizadas no início do ano nos municípios está em queda livre. 
 
Mas não assume também uma postura oposicionista, pois isso criaria uma dificuldade de diálogo com o governo federal, o que colocaria em risco a estratégia de conseguir apoio para formar um caixa seguro, que reforçaria seu discurso de grande gestor que colocou o “Estado no rumo certo”, depois de, segundo ele, ter recebido o Estado quebrado. 
 
Neste sentido, seu posicionamento na reunião é visto pelos meios políticos como uma fala para dentro do Estado, já que apresentou esse mesmo discurso, vendendo-o como uma receita para minimizar a crise nacional. 
 
Essa postura de Hartung de adotar a cautela e o afastamento do governo federal não é um episódio recente. Desde sua ascensão ao governo, em 2003, ele busca essa dinâmica, evitando comprometimentos que possam ter repercussão negativa no cenário político. 
 
O governador consegue assim transitar entre o governo federal e a oposição, embora às vezes seja cobrado dos dois lados. Na campanha eleitoral, por exemplo, o presidenciável Aécio Neves, teria se queixado aos interlocutores no Estado sobre a falta de empenho de Hartung em sua campanha. No relacionamento com o PT, o afastamento sempre foi evidente. 
 
Mesmo tendo sido eleito pela primeira vez pelo PSB e depois migrado para o PMDB, dois partidos em seus primeiros mandatos foram aliados do governo federal, o governador nunca assumiu a postura de defesa do governo petista. 

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