O governador Paulo Hartung (PMDB) tem investido em sua inserção no debate nacional sobre a crise econômica, o que para os meios políticos seria uma maneira de ganhar musculatura, se credenciando como interlocutor do governo federal com os governadores. Ele quer que seu modelo de gestão austera seja replicado em outros estados. Para isso, Hartung reforça que herdou o Estado quebrado mas, graças ao seu pacote de ajustes, vem conseguindo equilibrar as contas.
Nesta quinta-feira (25), Hartung participou de um encontro em São Paulo, ao lado de outros 14 governadores e empresários ligados ao Movimento Brasil Competitivo (MBC), e pôde externar sua proposta para enfrentar a crise.
Em sua fala, o governador abordou a necessidade de um pacto pela reforma do Estado, com o objetivo de melhorar a produtividade do setor público. “Esse diálogo entre governadores é muito importante, voto para que seja intensificado e acredito que podemos ir além”, disse em sua página no Facebook.
A abordagem de Hartung segue a linha da articulação horizontal, fazendo com que os governadores busquem criar formas de driblar a crise, sem fazer muita pressão no governo federal. Uma movimentação parecida com a que ele fez com os prefeitos do Estado, que buscaram em várias oportunidades o socorro do governo e encontraram as portas fechadas.
Com o discurso da crise, o governador apontou a falta de preparação dos gestores municipais para enfrentar a queda na arrecadação e a necessidade de buscar alternativas que passem longe do cofre estadual.
Ao mesmo tempo, o governador deixa transparecer a crítica aos movimentos oposicionistas que vem tentando tomar o poder, movimentos que são puxados pelo PSDB, partido que ofereceu palanque a Hartung na eleição passada. “Podemos e temos que contribuir para mudar esse cenário no Brasil, e isso não se faz ‘esticando a corda’ e dividindo o País. Isso se faz unindo experiências, conhecimentos e forças”, registrou o governador no Facebook.
O movimento aglutina forças que Hartung sempre defendeu, das parcerias público-privadas, que fortalecem a relação com o empresariado. No Estado, Hartung inicia seu terceiro mandato levando essa lógica para a educação, com o projeto “Escola Viva”, que é tocado pelo Instituto de Corresponsabilidade Educacional (ICE) e que teria intenção de se espalhar por toda a rede de ensino.

