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Hartung volta a confundir o mercado político sobre seu futuro em 2018

Antes de se afastar para dar continuidade a um tratamento médico em São Paulo, o governador Paulo Hartung (PMDB) manda mais um recado para a classe política. Um recado que mais confunde do que esclarece. Em entrevista ao jornal Metro nesta quinta-feira (6), o governador disse que ???não descarta??? a possibilidade de disputar a reeleição para um quarto mandato à frente do Palácio Anchieta.
 
???Eu não descarto nada. Não descarto nenhuma possibilidade.  Descartar possibilidade numa hora dessas é tomar decisão na hora errada. As decisões têm seu tempo certo, nem antes nem depois. Não descarto nada. E vamos tomar a decisão na hora certa???, disse ao jornal.
 
Hartung também não desconsidera preparar um nome para sucedê-lo. ???Minha inclinação é concluir este governo, é ir até o final e entregar um Estado reorganizado para um governador ou uma governadora. Nessa hipótese, esse grupo que hoje está tendo o papel de liderar o Estado terá candidato? ?? claro. Teremos candidato a governador, a senador, deputado federal, deputado estadual. Então, é dar tempo ao tempo, esperar o processo evoluir. Mas eu sinto que o rumo que estamos dando ao Estado é um rumo muito bacana, compatível com as ideias que eu defendo???, afirmou.
 
A declaração de Hartung busca confundir o mercado e estancar o movimento de outras lideranças políticas, que com a possibilidade do vácuo político, se assanham à disputa. Já demonstram interesse na cadeira de Hartung, os prefeitos de Vitória, Luciano Rezende (PPS); da Serra, Audifax Barcelos (Rede) e a senadora Rose de Freitas (PMDB).
 
O ex-governador Renato Casagrande (PSB) evita marcar território, mas também vem tentando se manter vivo no cenário político, por meio de seu porta-voz, o presidente regional do partido, o deputado federal Paulo Foletto, que garante a participação do socialista na disputa ao governo em 2018. Para os observadores, não seria uma boa ideia a disputa para nenhum dos dois. Casagrande sofre com o desgaste da planície e Hartung correria um sério risco de desgaste irreversível em um eventual quarto mandato.
 
Além da entrevista, vista como recado direto para os desafetos, o governo também vem investido em propaganda dos últimos dois anos, com destaque para o programa Escola Viva, único que tem visibilidade, embora ainda muito questionado na comunidade escolar. O governo estaria buscando recuperar a imagem desgastada após a crise na segurança, em fevereiro passado.
 

 

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