Em sua participação no 5º Fórum Liberdade e Democracia, na manhã desta segunda-feira (6), em Vitória, o governador Paulo Hartung afirmou que o maior desafio do País é retomar a racionalidade para avançar na construção de um centro político para discutir e construir uma agenda modernizadora. A pauta parece sugestiva diante da iminência da vinda do presidenciável e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ao Estado, no próximo dia 14, para uma agenda de pré-campanha.
Bolsonaro vem defendendo uma agenda conservadora de extrema direita, que vem aglutinando apoios de parte da população desiludida com a polarização que se estabeleceu por mais de duas décadas no País entre PT e PSDB. O governador tem opinado na política nacional buscando uma articulação que fuja dos dois extremos, tanto o que chama de populismo conservador, representado por Bolsonaro, quanto o da esquerda ultrapassada, que é associado ao ex-presidente Lula.
“O País está em um ambiente péssimo, mal-humorado e em desconforto. Só sobram os extremos. Precisamos do exercício de liderança social e coletiva. É necessário criarmos o centro político para construir uma agenda modernizadora. Agenda boa não é da bravata. Se entramos neste caminho vamos flertar com os piores exemplos produzidos por nossos vizinhos latino-americanos. Esperamos que a economia reaja para que a geração de empregos e renda permita retomar a racionalidade nos debates”, disse o governador em seu discurso.
A vinda de Bolsonaro ao Estado está sendo organizada pelo deputado federal Carlos Manato (SD), que pretende recepcionar o presidenciável no dia 14 com um trio elétrico no Aeroporto de Vitória. Ele também pretende realizar um evento no Álvares Cabral e uma palestra a policiais militares.
Pesquisa de intenção de voto para presidente da República divulgada na semana passada pelo Ibope aponta Lula e Bolsonaro na liderança. No levantamento estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Lula teria 35% das intenções de voto contra 13% do deputado.
Hartung tem conversado com lideranças para que fujam dos extremos, em busca de uma acomodação de centro. Com o campo congestionado no Estado, o governador buscaria um espaço em um palanque de centro, se colocando como uma liderança para composição de vice.

