Terça, 28 Junho 2022

Helder Salomão acha 'lamentável e equivocado' veto de Renato Casagrande ao PT

helder_salomao_youtube YouTube

"Acho um equívoco, muito lamentável, ele ser contra a formação de uma federação com o PT", disse o deputado federal Helder Salomão a Século Diário na manhã desta terça-feira (4), ao rebater declaração do governador Renato Casagrande (PSB), divulgada na imprensa nacional, quando afirmou ser contra seu partido integrar uma federação com outras legendas de esquerda, como PT e PCdoB.

"Temos que juntar e não criar dificuldade, garantindo que não haja vetos porque, a meu ver, não ajuda a unificar as forças para derrotar o bolsonarismo", afirmou Helder, e acrescentou: "O que é ruim é a gente estabelecer vetos, especialmente ao PT, que tanto contribuiu para o Espírito Santo, para o Brasil e hoje tem o candidato a presidente da República que lidera todas as pesquisas e que tem, obviamente, grandes chances na disputa eleitoral deste ano". 

O posicionamento de Casagrande é visto no mercado como uma nova estratégia do PSB, a fim pressionar o PT a retirar a candidatura do ex-ministro e ex-prefeito paulista Fernando Haddad na disputa ao governo de São Paulo, para favorecer a pré-candidatura do ex-governador Márcio França, que está atrás nas pesquisas.

A movimentação envolve também Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde as articulações ganharam mais intensidade depois da filiação do senador Fabiano Contarato ao PT, apresentado como potencial pré-candidato ao governo do Estado nas eleições de outubro deste ano.

"Ser contra a federação é um direito que o governador tem; agora, expressar uma posição contra o PT eu acho uma posição lamentável porque o partido já colaborou, e muito, com a trajetória política dele. E hoje o PT tem o principal pré-candidato à presidência da República e parcerias importantes no âmbito nacional. Causa-me estranheza", comentou o parlamentar.

Ele entende que é preciso "avançar para consolidar um bloco político no país que seja forte pra nós enfrentarmos esse governo autoritário, fascista, genocida, liderado pelo Bolsonaro". Para que isso ocorra, Helder Salomão aponta: "É fundamental que construamos a unidade no campo democrático popular, no campo da esquerda. PT, PSB, PCdoB, Psol, Rede e outros partidos praticam a unidade na ação política em Brasília e eu acho que é preciso considerar isso, porque são forças políticas democráticas, progressistas e populares, também no Espírito Santo. Então é muito ruim ele [o governador] vetar o Partido dos Trabalhadores".

Para o deputado, "tem que haver cautela, generosidade e capacidade de unificar essas forças em torno de um programa para derrotarmos esse projeto de morte que está no país. Por isso, acho que a gente tem que aprofundar o debate sobre a federação até o final de março", prazo final para registro na Justiça Eleitoral.

"Há posições diferentes, que devem ser respeitadas, considerando não haver consenso nem no Partido dos Trabalhadores, pois a federação é uma novidade na política brasileira. Eu considero um avanço qualitativo porque é um sistema programático e não alianças pragmáticas pensando apenas na próxima eleição", comentou.

O parlamentar disse que o partido pretende continuar o debate com o PSB, PCdoB, Psol, Rede, PV, porque a unidade e a união dessas forças políticas são fundamentais e destacou: "Não podemos pensar em nosso próprio umbigo. As questões regionais elas são importantes, o Estado tem suas realidades, que precisam ser analisadas, agora, não dá pra nós olharmos só para nós e não pensarmos que estamos vivendo um caos econômico social no Brasil".

Questionado sobre a possibilidade de o PT lançar Fabiano Contarato ao governo, a persistir o impasse em torno de uma aliança com o PSB, Helder Salomão afirmou: "O senador Contarato, recém filiado do Partido dos Trabalhadores, é uma liderança que precisa ser considerada, respeitada e que tem uma grande representação política na sociedade capixaba. Portanto, é um nome que, naturalmente, será colocado para debate".

Ressaltou a questão da unidade, mas enfatizou: "Se não tivermos convergências com os demais partidos nesse debate o senador Contarato é um nome que está colocado para a disputa. Mas não queremos impor a nossa tese a ninguém, queremos é conversar para buscar a unidade, no âmbito nacional e no Estado do Espírito Santo, que consideramos importante para enfrentamento as forças de extrema direita".

Para ele, esse assunto será definido pelo partido, porque caso haja conversas que sejam convergentes, o PT "pode firmar uma aliança política, numa federação, em que não apresente cabeça de chapa, isso é possível. O que não ajuda é qualquer tipo de veto. Não ajuda, atrapalha e dificulta as conversas no Estado e no plano nacional".

O deputado apontou que "nenhum desses partidos será vitorioso eleitoralmente se não tiver a capacidade de construir alianças programáticas e não apenas pragmáticas; nesse sentido é que eu vejo a federação como uma possibilidade nova, já experimentada em vários países, de formas diferentes, como, por exemplo, o Uruguai, o Chile, a Alemanha. Mas essa discussão vai se aprofundar muito mais. Volto a dizer que não podemos nos dar ao luxo de nos dividir, porque a divisão no campo político pode significar a derrota. Precisamos buscar forças para derrubar o projeto de morte liderado pelo presidente da República e pelos seus apoiadores, no âmbito nacional e também aqui".

Helder Salomão confirmou que seu nome está colocado para concorrer à reeleição à Câmara Federal, mas destaca que o partido ainda não está fechado em nenhuma posição. "Agora, o que nós não abrimos mão é de construir um palanque pro ex-presidente Lula no Estado e queremos contribuir para unir as forças progressistas, democráticas no campo da esquerda, para fortalecimento de um projeto nacional. E quem acha que pode ganhar a eleição sozinho está enganado".

Independente da criação ou não de uma federação, o deputado entende que a tarefa principal é unir as forças de esquerda em torno de um projeto nacional e também estadual. "Temos que construir um palanque nacional e um palanque estadual, que permitam que a gente possa construir a unidade que garanta a eleição para o governo do Estado, para a Assembleia Legislativa e a bancada federal

Veja mais notícias sobre Política.

Veja também:

 

Comentários: 6

Valdinei em Quarta, 05 Janeiro 2022 09:59

O PT a nível nacional sempre usou os partidos aliados para se manter no poder mas dividias os espaços estratégicos com os inimigos e o PSB estadual sempre fez o mesmo com o PT local, Casagrande sempre usou o PT ES e muitos que reclamam hoje sempre se curvaram a ele. Na soma geral o PT mais rebenta os outros partidos doque apanha.
Ainda cita aliança com partidos de bandeiras semelhantes, arrebenta os mesmos e depois quer apoio kkkk tira o Senador da Rede Sustentabilidade e quer apoio kkkk vai vendo

O PT a nível nacional sempre usou os partidos aliados para se manter no poder mas dividias os espaços estratégicos com os inimigos e o PSB estadual sempre fez o mesmo com o PT local, Casagrande sempre usou o PT ES e muitos que reclamam hoje sempre se curvaram a ele. Na soma geral o PT mais rebenta os outros partidos doque apanha. Ainda cita aliança com partidos de bandeiras semelhantes, arrebenta os mesmos e depois quer apoio kkkk tira o Senador da Rede Sustentabilidade e quer apoio kkkk vai vendo
LEVI P DA SILVA em Quarta, 05 Janeiro 2022 17:44

O Governador Renato Casagrande, pela familia que ele tem, jamais se uniria a um político como Lula.
Lembram do que Palocci disse?

O Governador Renato Casagrande, pela familia que ele tem, jamais se uniria a um político como Lula. Lembram do que Palocci disse?
Guilherme Henrique em Sexta, 07 Janeiro 2022 08:14

Parabéns Helder pela lucidez e visão que prioriza o bem comum. Não creio que o Governador tema uma concorrência com o possível candidato do PT, afinal as pesquisas atuais o colocam como bem avaliado. Além disso, a democracia requer que o eleitor seja soberano na escolha dos dirigentes. Portanto, é abominável que os candidatos sejam definidos por acordos entre os donos dos partidos, restando ao eleitor se conformar em votar no que sobrou, não necessariamente no melhor, segundo sua opinião.

Parabéns Helder pela lucidez e visão que prioriza o bem comum. Não creio que o Governador tema uma concorrência com o possível candidato do PT, afinal as pesquisas atuais o colocam como bem avaliado. Além disso, a democracia requer que o eleitor seja soberano na escolha dos dirigentes. Portanto, é abominável que os candidatos sejam definidos por acordos entre os donos dos partidos, restando ao eleitor se conformar em votar no que sobrou, não necessariamente no melhor, segundo sua opinião.
LEVI PARANHOS em Sexta, 07 Janeiro 2022 12:33

O Governado sempre foi um homem correto, de família correta e honesta, que sempre combateu a corrupção e inaceitável a união dele a pessoas condenadas em todas as instâncias por atos de corrupção. O Lula não foi absolvido dos crimes a ele imputados. O supremo apenas cancelou todo o trabalho da Lavajato de Curitiba, o mesmo que eles já haviam aprovado.
Diz o velho ditado: "Aquele que segura a escada para o ladrão e tão mau quanto o próprio ladrão".

O Governado sempre foi um homem correto, de família correta e honesta, que sempre combateu a corrupção e inaceitável a união dele a pessoas condenadas em todas as instâncias por atos de corrupção. O Lula não foi absolvido dos crimes a ele imputados. O supremo apenas cancelou todo o trabalho da Lavajato de Curitiba, o mesmo que eles já haviam aprovado. Diz o velho ditado: "Aquele que segura a escada para o ladrão e tão mau quanto o próprio ladrão".
Allan Santos em Domingo, 09 Janeiro 2022 23:04

O Levi P da Silva diz que o Governador Casagrande "jamais se uniria a um político como Lula". Apenas esquece que somente em 2018 ele saiu da barra da saias do PT. Casagrande foi vice do Vítor Buaiz (PT) em 1994, teve a Ana Rita (PT) em 2006 como suplente no Senado, teve ainda o Givaldo Vieira (PT) como vice na eleição de 2010.

O Levi P da Silva diz que o Governador Casagrande "jamais se uniria a um político como Lula". Apenas esquece que somente em 2018 ele saiu da barra da saias do PT. Casagrande foi vice do Vítor Buaiz (PT) em 1994, teve a Ana Rita (PT) em 2006 como suplente no Senado, teve ainda o Givaldo Vieira (PT) como vice na eleição de 2010.
Tania Trento em Terça, 11 Janeiro 2022 12:31

O Levi Paranhos deve ler com mais atenção a decisão do STF sobre a lava jato e o Juiz LADRAO que foi julgado por suspeição. Os processos contra Lula não deram em nada por falta de provas e lava jato acabou porque um herói da Pátria chamado Delgatti descobriu toda a sacanagem de Moro e Delagnol.

O Levi Paranhos deve ler com mais atenção a decisão do STF sobre a lava jato e o Juiz LADRAO que foi julgado por suspeição. Os processos contra Lula não deram em nada por falta de provas e lava jato acabou porque um herói da Pátria chamado Delgatti descobriu toda a sacanagem de Moro e Delagnol.
Visitante
Terça, 28 Junho 2022

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.seculodiario.com.br/