A possibilidade de o secretário de Agricultura do Estado, Octaciano Neto, se filiar ao PDT mexeu com o mercado político. As especulações se voltam sobre o cargo que ele disputaria em 2018. Com o governador Paulo Hartung (PMDB) acenando para a possibilidade de não disputar a eleição, o secretário se credencia à sucessão, ao lado de outros nomes do Palácio Anchieta.
Isso porque o caminho mais natural, a Câmara dos Deputados, já está congestionado de pedetistas, com a disputa pela reeleição de Sérgio Vidigal e as candidaturas dos deputados estaduais Josias Da Vitória e Rodrigo Coelho. A movimentação de Octaciano Neto na eleição de 2016 Estado afora não indica que ele estaria de olho em uma vaga na Assembleia. O secretário foi, sem dúvida, o principal articulador palaciano nas eleições. Ele acabou fazendo as vezes do governador Paulo Hartung, que teve uma presença bastante discreta no processo eleitoral.
Por isso, a expectativa é de que Octaciano entre em uma possível fila sucessória do governador. Quando essa possibilidade ainda era bem distante, Hartung já pensara em uma alternativa como essa, com uma preferência para a ex-secretária de Fazenda do Estado, Ana Paula Vescovi, hoje secretária do Tesouro Nacional.
Como trata-se de um quadro técnico, seria necessário uma gestão de ampla visibilidade de Vescovi para capacitá-la para a disputa eleitoral. Sem ela, restariam os nomes do secretário-chefe da Casa Civil, Zé Carlinhos da Fonseca, e do secretário de Agricultura. O primeiro tem grande articulação com a classe política, sobretudo com a Assembleia; já o segundo tem uma forte capilaridade no interior do Estado, conquistada com as caminhadas na disputa municipal.
Quem fica fora dessa discussão é o vice-governador César Colnago (PSDB). Com a negativa do ninho tucano em receber o governador disposto a migrar do PMDB, o tucano perderia a prioridade na disputa pela sucessão de Hartung.

