quinta-feira, abril 9, 2026
24 C
Vitória
quinta-feira, abril 9, 2026
quinta-feira, abril 9, 2026

Leia Também:

Indefinição de Vidigal gera insatisfação com eleitores

O deputado federal Sérgio Vidigal é uma das lideranças bem próximas do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que, por sua vez, é uma das lideranças nacionais mais engajadas na defesa da presidente Dilma Rousseff. Isso coloca Vidigal em uma posição delicada com o eleitorado do Espírito Santo, que não é simpático ao PT da presidente. 
 
A pressão foi tanta que Vidigal mudou seu voto em relação à chapa que vai comandar a Comissão Especial do Impeachment da presidente Dilma. Nos últimos minutos ele decidiu votar na chapa 2, da oposição, em vez de seguir a orientação da nacional para votar na chapa 1. 
 
Mas para o eleitorado do pedetista, que vem construindo uma candidatura a prefeito do município da Serra em 2016, a indefinição no posicionamento de Vidigal não caiu bem. Nessa quarta-feira (9), Vidigal também gravou um vídeo (abaixo), mostrando cautela na avaliação do processo de impeachment. 
 

Meu posicionamento sobre o processo de impeachment da presidente da República será sempre de acordo com os interesses da população brasileira. #DeputadoSergioVdigital #Impeachment #Serra #ES

Posted by Sérgio Vidigal on Quarta, 9 de dezembro de 2015

Ele disse que defende o direito de defesa da presidente e só vai tomar uma decisão sobre o caso depois de analisar as denúncias e ouvir a defesa. “É dessa forma que temos que agir, em respeito ao Brasil e em respeito à democracia. Não podemos tomar nenhum posicionamento prévio porque poderemos estar incorrendo no risco de erro e não podemos errar neste momento”, disse o parlamentar. 
 
A fala de Vidigal provocou uma avalanche de comentários negativos por parte dos eleitores, que entre outras coisas exigiam que o deputado “descesse do muro” e tomasse uma posição. Algumas mensagens também advertiam que se Vidigal votasse contra o impeachment perderia os votos dos eleitores serranos. 
 
A pressão sobre Vidigal é uma mostra de que a aproximação com o PT pode complicar as candidaturas nas eleições de 2016. Isso pode se refletir na campanha eleitoral, trazendo prejuízo para quem não tiver firmeza no posicionamento. 

Mais Lidas