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Indefinição sobre futuro de Casagrande confunde mercado político

Nessa segunda-feira (3), a coluna Plenário de A Tribuna noticiou que o ex-governador Renato Casagrande (PSB) não admitia a possibilidade de disputar o governo do Estado em 2018, nesta terça-feira (4), o presidente do partido, Paulo Foletto, ocupa o mesmo espaço para dizer que Casagrande é candidato, sim, ao governo.

Para os meios políticos, as afirmações são uma forma de confundir o mercado político. A estratégia é conhecida no Estado, o próprio o governador Paulo Hartung (PMDB) já usou desse expediente em vários momentos e. Em relação a 2018, também não aponta qual o seu objetivo, deixando incerto qual cargo vai disputar no ano que vem.

Mas a criação da incerteza estaria mirando não o movimento do palanque de Hartung, um enfrentamento que Casagrande estaria tentando evitar. A movimentação do socialista ajuda a inibir a movimentação em seu grupo político, já que os demais atores políticos estariam embaralhando uma “fila” sucessória.

Daí a afirmação de Foletto de que Casagrande não disputaria a reeleição em 2022, caso eleito, o que abriria espaço para os aliados disputarem a sucessão. O recado vai direto para o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que vem costurando articulações para se credenciar para a disputa estadual. Quem também se movimentou para a sucessão ao Palácio Anchieta foi o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede).

Por isso, a movimentação de Casagrande acontece neste momento para causar incertezas no mercado político. Com o desgaste do governador Paulo Hartung, Casagrande, por ter sido o antecessor e derrotado na disputa se fortalece, embora seu tempo na planície e a falta de espaço político o deixem em desvantagem.

Esse seria um outro motivo que justifica a indefinição. Assim, o ex-governador atrai os holofotes se reinserindo no cenário político do Estado ao criar um fato político. O efeito da polarização criada em 2014, com a disputa entre Hartung e Casagrande, deixa as duas lideranças ainda vivas no imaginário do eleitor. Mas o clima político aponta para uma tendência do eleitorado em se interessar por atores políticos que estão mais afastados do protagonismo.

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