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Insatisfeitos com PSB em Colatina deixam o partido e criticam Paulo Foletto

Com críticas ao deputado federal Paulo Foletto, cinco integrantes do Diretório Municipal do PSB de Colatina (noroeste do Estado) deixaram o partido e anunciaram filiação ao Psol.
 
Em carta divulgada nesta quinta-feira (22), Nico Dias, Sara Paoliello, Jéssica Negrelli, Gabriel Zipinot e Guilherme Augusto justificam a debandada por entenderem que o partido não gira mais em torno de segmentos populares.
 
“Sempre acreditamos no poder popular, e por isso, buscamos participar da organização de coletivos, movimentos e fóruns de debates’, afirmam os signatários da carta.  
 
Eles condenam a omissão e a falta de debates relacionados aos movimentos sociais, que permitiram o o diálogo e construção na cidade uma organização que defendesse os interesses e direitos da juventude, da mulher e dos trabalhadores,em torno de pautas que promovessem a cidadania, a cultura e o meio ambiente.
 
Com a convicção de uma experiência de sete anos na sigla partidária, dizem que atuaram com firmeza e buscaram,  sem sucesso, junto à direção executiva,  apoio e investimentos na base para que pudessem se aproximar do população, conhecer os novos atores políticos e promover o debate nos bairros.
 
Com o tempo, revelam os desistentes, perceberam que o partido “não girava em torno dos segmentos populares, e sim em torno de um grupo e seus funcionários. A base não tinha vez, não tinha voz”.
 
Além disso, o grupo aponta que os posicionamentos do PSB em Colatina não condizem com os valores que o partido expressa em seus documentos. Seu principal expoente, o hoje deputado federal Paulo Foletto, candidato à reeleição, votou favorável ao “golpe parlamentar promovido pela elite brasileira em 2016, e deu o aval para votações contra o povo como a do congelamento por 20 anos nos investimentos em educação e saúde e a reforma trabalhista”, diz carta.  
 
Depois de condenar os prejuízos impostos à classe trabalhadora, eles afirmam que, nesse período, nunca houve nenhuma iniciativa de consulta às bases. ‘Sua omissão em torno do crime das mineradoras [Samarco, Vale, BHP] e da situação do abastecimento de água em Colatina, e do Rio Doce, também são inaceitáveis’.
 
Segundo a carta, o PSB em Colatina se encontra sem debate, e sem luta por justiça social. “Procuramos uma organização que seja o oposto a tudo isto, que promova espaços de debates e formação de seus integrantes, que acompanhe a movimentação e esteja em constante e transparente dialogo com a sociedade”.

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