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Sábado, 24 Outubro 2020

‘Já derrubamos todos os argumentos do governo’, diz presidente do Sindipúblicos

‘Já derrubamos todos os argumentos do governo’, diz presidente do Sindipúblicos

Uma grande Assembleia Geral Unificada está sendo preparada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Espírito Santo (Sindipúblicos-ES) e demais entidades congregadas à Pública-ES para o próximo dia 30 de agosto, às 10h, em frente Ed. Fábio Ruschi, no Centro de Vitória. O objetivo é pressionar o governo de Renato Casagrande (PSB) a conceder reajuste salarial de 5,56%, referente às perdas inflacionárias registradas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre abril de 2018 e julho de 2019.



“A expectativa é realizar uma pressão sobre uma reivindicação justa. Já derrubados todos os argumentos do governo. Eles não sabem o que nos responder mais”, alega o presidente do Sindipúblicos-ES, Tadeu Guerzet. “No mesmo dia 30, se a assembleia aceitar, partiremos para um primeiro ato”, anuncia o presidente, referindo-se a um calendário de manifestações que a entidade prepara para manter a pressão sobre o governo em favor do pleito.



Desde que assumiu o Palácio Anchieta em janeiro, Casagrande e todo o seu time do primeiro escalão que realizou reuniões com as entidades representativas dos servidores têm se mantido irredutíveis na determinação de só avaliar a possibilidade de reajuste a partir de 2020.



Em todas as ocasiões, os trabalhadores apresentam cálculos que mostram ser possível conceder o reajuste, em vista do superávit das contas do Estado. “A única coisa que repetem é que estão observando a economia nacional. Agora que já demonstramos que estamos certos, vamos fazer essa pressão esperando ainda que o governo possa se sensibilizar e mudar de decisão”, argumenta o líder sindical.



O reajuste de 5,56% é considerado o início da reposição das perdas históricas de 26,8%, acumuladas desde 2014. Durante o governo de Paulo Hartung, ele se negou a conceder reajuste salarial aos servidores públicos, e só o fez estrategicamente em 2018, quando ainda cogitava tentar a reeleição, de apenas 5%. 



“O servidor está carregando sozinho o que os economistas chamam de ajuste fiscal. Só nós estamos perdendo em salário, acúmulo de trabalho e precarização”, expõe. “Com nossa perda da capacidade salarial, a sociedade perde, pois isso impacta no consumo no Estado”, aduz Tadeu.



Desemprego



A última reunião sobre a pauta com o governo aconteceu nessa quarta-feira (14) com a vice-governadora Jaqueline Moraes (PSB), ocasião em que a entidade mostrou novamente seus números e associou o alto desemprego no Estado – atualmente em 10,9% – com a decisão de não recompor as perdas inflacionárias dos mais de 60 mil servidores estaduais.



O reajuste reivindicado injetaria R$ 20 milhões/mês na economia capixaba, proporcionando abertura de negócios, geração de empregos e recolhimento de impostos, argumenta a entidade. Ao invés disso, critica, “o governador prefere manter bilhões acumulados em caixa sem argumentação técnico-financeira plausível”.



O Sindipúblicos também compara os recursos que poderiam aquecer a economia, mediante reajuste salarial, às perdas sofridas pelo comércio com a paralisação dos ônibus nesta semana, calculadas pela Federação do Comércio do Espírito Santo em R$ 10 milhões por dia.



“Comparando tal estimativa com a decisão do governo Casagrande, pode-se afirmar que a não recomposição de perdas gera prejuízos ao comércio equivalentes a dois dias parados por mês, ou seja, equivaleria afirmar que seria possível a criação aproximada de 10% a mais de novos negócios mensalmente, caso o governo cumprisse as constituições Federal e Estadual”, afirma o sindicato.

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