Quinta, 18 Agosto 2022

Justiça Eleitoral barra mais uma pesquisa do Instituto Futura

O juiz eleitoral Délio José Rocha Sobrinho, da 32ª Zona Eleitoral de Vila Velha, determinou a proibição da divulgação de pesquisa feita pelo Instituto Futura no município. O magistrado vislumbrou a existência de irregularidades nos prazos regulares do levantamento. Os resultados seriam divulgados pelo jornal A Gazeta, que contratou a pesquisa, nessa terça-feira (3), porém, o período de realização do trabalho em campo estava previsto para até esta quinta-feira (5).  



A representação formulada pela Coligação “Vila Velha Melhor e Mais Feliz”, do ex-prefeito Max Filho (PSDB), narra a existência de irregularidades na eventual publicação da pesquisa. Liminarmente, o juiz eleitoral condicionou a publicação do levantamento ao atendimento das exigências legais. O magistrado chegou a estipular uma multa de R$ 15 mil no caso de descumprimento da decisão.  



Mas apesar da possibilidade de reverter a decisão, o Instituto Futura se prepara para lançar mão de uma outra pesquisa eleitoral no município neste sábado (6), na véspera da eleição. O novo levantamento foi registrado antes mesmo do ajuizamento do pedido de impugnação pela chapa tucana. Na última segunda-feira (1º), último dia antes do encerramento do prazo, a empresa registrou uma pesquisa com dados técnicos semelhantes ao trabalho com a divulgação suspensa pela Justiça Eleitoral. 



Esse não é o único caso de impugnação a pesquisas feitas pelo instituto no pleito deste ano. A Justiça Eleitoral proibiu a divulgação dos levantamentos nos municípios de Linhares e Nova Venécia. No primeiro, a empresa é acusada de ter cometido irregularidades na coleta de dados, enquanto a pesquisa em Nova Venécia foi barrada por suspeita de novas fraudes, a exemplo do que ocorreu nas eleições de 2008.  



Naquele pleito, a empresa chegou a ser condenada judicialmente pela realização de pesquisas fraudulentas. As investigações feitas pela Polícia Federal apontaram a manipulação de dados. Logo após identificar as irregularidades, a PF indiciou os diretores do instituto (João Gualberto Moreira Vasconcelos e José Luiz Soares Orrico), que respondem a uma ação penal na Justiça Eleitoral.

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