A saída de quadros importantes para outros partidos deixa o MDB no Espírito Santo em uma situação difícil, que a aparente tranquilidade do presidente, deputado federal Lelo Coimbra, não consegue camuflar. A legenda foi a que mais perdeu filiados com mandatos na janela partidária encerrada nesse sábado (7).
O partido do governador Paulo Hartung perdeu nada menos do que uma senadora (Rose de Freitas) e quatro deputados estaduais, entre eles, o presidente e o vice da Assembleia Legislativa, Erick Musso (PRB) e Marcelo Santos (PDT), os deputados Esmael de Almeida (PSD) e Gildevan Fernandes (PTB), além do ex-vereador de Vitória Zezito Maio (Podemos).
Lelo afirma que o partido sai fortalecido, mas a avaliação é que esse posicionamento coloca o MDB em segundo plano, unicamente para servir a estratégias políticas individuais, arquitetadas no Palácio Anchieta, como já aconteceu em outras ocasiões.
Perder quadros em ano eleitoral que são potenciais candidatos à reeleição, da forma como ocorreu com o partido do governador, gera um esvaziamento da sigla e, consequentemente, repercussão negativa no dividendo eleitoral deste ano.
Esse é um fato que não pode ser encarado dentro da normalidade, considerando o contexto armado com essa movimentação, visando inflar outras siglas, como o PRB, novo endereço do presidente da Assembleia e onde se encontra o deputado Amaro Neto, candidato ao Senado com o apoio do governador.
As declarações de Lelo Coimbra não convencem o mercado político já que, sem quadros partidários de peso, o MDB desce no ranking e cede o lugar a outras agremiações nas quais são estabelecidos pontos de suas estratégias, sem levar em conta a sobrevivência do partido.
Toda estrutura partidária tem em seus quadros sua sustentação principal, considerando que, por se tratar de um coletivo, deve ter na pluralidade a sua marca. No entanto, o que ocorre no MDB local é uma demonstração de que o direcionamento partidário segue uma única linha, voltada para os projetos individuais.

