Parte da bancada federal capixaba vem tentando se esquivar de assumir uma postura em relação às reformas em debate no Congresso Nacional. Mas para alguns integrantes do grupo, o posicionamento tem sido de defesa das ações que vêm sendo defendidas pelo governo Michel Temer. Nesta sexta-feira (5), em entrevista ao jornal Valor Econômico, o senador Ricardo Ferraço (PSDB), relator da Reforma Trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, defendeu o texto que altera mais de 100 artigos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O senador afirmou que se durante as audiências da Comissão Assuntos Econômicos ficar comprovado que há desrespeito à Constituição e aos direitos fundamentais do trabalhador, o texto poderá sofrer ajuste, mas até agora, garante o senador, não viu qualquer tipo de prejuízo. “Não podemos ter medo do novo”, diz o senador, que com a relatoria volta a ganhar espaço na mídia após a inclusão de seu nome na lista da Odebrecht.
A senadora Rose de Freitas (PMDB), em entrevista uma entrevista didática à TV Senado, também defendeu a proposta. A peemedebista comentou vários pontos polêmicos da reforma, sempre garantindo que não haverá perdas de direitos dos trabalhadores. Mas os pontos são polêmicos, como a redução do horário de trabalho, trabalho intermitente e negociação com os patrões. Rose é outra que banca a ideia de que não haverá prejuízos para o trabalhador com a reforma.
Na semana passada, deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) destacou o grande número de desempregados no País, para justificar a reforma. “O país tem hoje 13,5 milhões de desempregados. A nova lei trabalhista vai impulsionar a criação de empregos e ajudar o país a superar a grave crise econômica que estamos enfrentando, frutos dos equívocos do governo Dilma”, disse.
O deputado entende que por causa das leis, o País tem perdido empresas e consequentemente postos de trabalho. “Não dá para aceitar, passivamente, que um grande número de empresas brasileiras migre para países vizinhos, suprimindo nossos postos de trabalho e possibilidades de geração de emprego e renda, sob o argumento que as relações de produção e trabalho fora do Brasil são mais atrativas”, afirmou.

