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Lideranças estaduais aguardam posição de Hartung sobre crise no governo Temer

O governador Paulo Hartung (PMDB) reassumiu o comando do Estado nesta quinta-feira (25), após oito dias de licença que desfrutou na Europa, portanto, longe da crise que explodiu há uma semana com o escândalo da JBS. Hartung retorna sob a expectativa dos meios políticos de que o governador, assim como já fizeram algumas lideranças políticas do Estado, irá se posicionar em relação à crise nacional, que põe o presidente Michel Temer na berlinda.
 
A expectativa aumenta pelo fato de Hartung e Temer serem do mesmo partido e porque há um movimento de uma mobilização dos governadores para debater o cenário político diante do abalo trazido pela delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. 
 
Hartung esteve descansando em Paris nos últimos dias, distante da polêmica que pode culminar com a queda de Temer. Mas em seu retorno, a tendência é de que o governador, como principal liderança do Estado, se insira no debate nacional.
 
Mesmo porque, até o início de sua própria crise, Hartung vinha fazendo apontamentos sobre a situação política e econômica do País, quando construía uma imagem de “gestor modelo” para o País, pensando em voos mais altos em 2018. Essas projeções do governador foram estancadas com a crise da Polícia Militar, que fez com que o peemedebista perdesse grande parte de seu espaço fora do Estado.
 
Outra expectativa dos meios políticos é sobre a movimentação que o governador vinha retomando de migração para o PSDB, outro partido atingido com as denúncias na delação de Joesley Batista, envolvendo o senador Aécio Neves, companheiro de palanque de Hartung em 2014, no Estado. Antes da viagem, Hartung posou ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em evento em Pinheiros, o que sugeriu a reaproximação, mas ele enfrenta uma resistência da Executiva Estadual do partido.
 
Hartung, porém, tem outras preocupações. A exposição pode chamar mais atenção para a denúncia da Procuradoria-Geral da República, que deve ser enviada nos próximos dias ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), sobre as delação dos ex-executivos da Odebrecht, em que o governador aparece como o negociador de recursos para a campanha de aliados em 2010 e  2012.

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