O cenário eleitoral do próximo ano está cada vez mais complicada para que o prefeito Luciano Rezende (PPS) possa disputar a reeleição para o cargo em 2016. Isso porque uma estratégia que vem sendo articulada nos bastidores mostra a ocupação do campo político por lideranças com musculatura suficiente para fechar a porta para o prefeito.
Essa estratégia, mais do que impedir a reeleição do prefeito, teria o objetivo de tirá-lo do segundo turno da disputa. A estratégia mostra ainda que a tentativa de reaproximação do prefeito com o governador Paulo Hartung (PMDB) não funcionou. Mais do que derrotar Luciano Rezende, Hartung tem o interesse de vencer a eleição indireta contra Renato Casagrande (PSB), com quem Luciano tem a imagem associada desde a disputa de 2012, quer queira ou não o prefeito.
Para isso as movimentações apontam para pelo menos três lideranças em condições de pegar fatias grossas do eleitorado da Capital. O nome do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas foi a aposta lançada pelo PSDB para a disputa do próximo ano, mas o partido pode optar também no vice-governador César Colnago.
Vai depender de quem terá mais musculatura política no próximo ano. Mas independentemente da escolha tucana, a possibilidade de abocanhar cerca de 30% torna o candidato tucano um sério risco ao prefeito. Mas não é o único. O deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) também estaria sendo preparado para a disputa. Seu desempenho vai depender da imagem do governador Paulo Hartung, que seria seu cabo eleitoral na cidade. Se tudo der certo, Lelo pode chegar a cerca de 20% do eleitorado.
O vereador Serjão Magalhães (PSB) estaria deixando o partido para disputar a eleição e tem um capital que também ajuda a tirar votos do prefeito. Outros nomes de partidos menores ou ideológicos também contribuem para a pulverização dos votos.
Mas o que tem chamado a atenção é a movimentação nos bastidores, vinda do Palácio Anchieta para que o ex-prefeito João Coser (PT) também entre na disputa. Ele chegaria com o capital de votos necessário para deixar o prefeito Luciano Rezende fora da disputa do segundo turno. Ou seja, a ideia palaciana seria impor uma derrota ainda no primeiro turno ao prefeito. Em viés de queda com os desgastes apresentados pelos gestores atuais, a situação de Luciano fica cada vez mais complicada.

