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Lideranças serão lembradas por postura na tragédia

Assim como o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), ficou marcado por sua imprópria viagem aos Estados Unidos em meio a pior enchente provocada pelas fortes chuvas no final de 2013 e início de 2014, as lideranças políticas que estão atuando no desastre da contaminação por lama tóxica da Samarco/Vale no Rio Doce, também terão suas posturas avaliadas no futuro. 
 
Desde que chegou a notícia do rompimento da barragem da Samarco em Mariana, as autoridades do Estado começaram a se movimentar, seja criticando a postura da empresa, seja buscando soluções para o problema. Ganham destaque nesse cenário as lideranças políticas das regiões afetadas pelo problema, sobretudo, dos municípios de Baixo Guandu, Colatina e Linhares. 
 
Os prefeitos dos três municípios têm posturas bem diferentes. Neto Barros (PCdoB), de Baixo Guandu, tem sido o mais duro nas ações contra as mineradoras. Desde o início do processo, ele tem responsabilizado a empresa e cobrado ações de compensação das mineradoras aos danos causados ao município. 
 
Isso enfraquece o principal nome de seu grupo adversário, o deputado Dary Pagung (PRP) que, embora esteja na  Comissão de Representação da Assembleia Legislativa, não tem conseguido ter um papel de destaque sobre o caso. 
 
O prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski (PT), tem participado das reuniões com outras lideranças para discutir a situação, mas não mostrou um protagonismo no processo. Já o prefeito de Linhares, Nozinho Corrêa (PP) tem se mantido bem afastado do debate. A postura dos dois prefeitos tem consequências políticas.
 
Em Colatina, quem tem tomado a frente nas ações é o deputado estadual Josias da Vitória, que preside a Comissão de Representação da Assembleia Legislativa sobre a tragédia. Ele também comandou a reunião no município e tem buscado levantar informações sobre o caso. Quem também ganhou destaque na reunião em Colatina, que aconteceu na última terça-feira (10), foi o vereador Sérgio Meneguelli (PMDB), que questionou a legitimidade na fiscalização do caso, das autoridades que receberam doações eleitorais da mineradora. 
 
Ele é cotado para disputa à prefeitura no próximo ano e ganha com a critica um espaço importante politicamente. Ainda sobre Colatina, o deputado federal Paulo Foletto (PSB) participou de encontros em Brasília com ministros para discutir o assunto. Mas isso não traz repercussão política muito forte. Foletto também é cotado para a disputa de 2016, mas vem relutando em aceitar o desafio. 
 
No município de Linhares, a passividade do prefeito Nozinho Correa sobre o assunto abriu espaço para as outras lideranças do município se movimentarem. O deputado Guerino Zanon (PMDB) já se posicionou criticamente sobre o caso e a deputada Eliana Dadalto (PTC) também. 
 
A deputada do PTC se queixou na tribuna da Assembleia da ausência de representantes do município na reunião de Colatina. Os dois deputados do município têm ganhado visibilidade, enquanto o prefeito piora a sua já desgastada imagem com a população.

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